Imagem Padrão

Coun se solidariza com o movimento grevista

03 agosto, 2011
00:00
Por

Em reunião realizada hoje (03), o Conselho Universitário (Coun) reconhece como legítimo o movimento e a pauta nacional da greve dos servidores ligados às Instituições Federais de Ensino Superior. Durante a reunião, foi aprovada uma moção de solidariedade ao movimento.

De acordo com o Conselho Universitário, há necessidade de retomada imediata de diálogo entre a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e o governo federal. Dessa forma, poderá ser viabilizada a inclusão da pauta econômica na Lei de Diretrizes Orçamentárias que será votada no Congresso nacional ainda em agosto.

Em greve desde o dia 06 de junho, os servidores reivindicam carreira plena, piso de três salários mínimos e ‘step’ de 5%; racionalização dos cargos; reposicionamento dos aposentados, reposição do vencimento básico complementar e isonomia de benefícios. O governo sinalizou que só negocia após o fim do movimento.

Segundo o reitor Zaki Akel Sobrinho, as decisões do conselho são democráticas, abertas e transparentes. ‘A greve precisa ser entendida, negociada e conduzida, de parte a parte, com sabedoria e diálogo’, destacou. O reitor vai continuar os contatos com o governo através da Casa Civil e da bancada federal na tentativa de reabertura das negociações.

O vice-presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), Rodrigo Horochovski, também defendeu a volta ao diálogo entre os servidores e o governo federal.

Para o Conselho, a greve envolve não apenas um embate entre dois lados. Há a população usuária dos serviços públicos, muito mais importante e vulnerável. Os prejuízos à comunidade usuária não podem ser entendidos apenas como efeitos colaterais.

O fechamento do Centro de Computação Eletrônica (CCE) e não efetivação das matrículas no início do mês poderão comprometer as atividades do segundo semestre letivo, com prejuízo para os 30 mil estudantes, em especial aqueles em final de curso e em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, região metropolitana e litoral do Estado do Paraná (Sinditest), Antonio Neris, acredita que a posição do Coun favorece não apenas os técnicos, mas a universidade em geral. ‘A moção nos alegra. A nossa luta não é contra a administração ou docentes, é em prol da UFPR’, declarou.

AGU

A Advocacia Geral da União ingressou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a greve dos servidores de universidades federais. O nome de vários reitores foi ajuizado na ação. O reitor da UFPR, a pedido do Sinditest, esclareceu que não foi consultado e que tomará as providências necessárias para que o seu nome seja retirado da lista.

Foto(s) relacionada(s):


A pró-reitora de graduação Maria Amélia Sabbag Zainko se pronuncia na reunião do Coun.
Foto: Rodrigo Juste Duarte

Link(s) relacionado(s):

Fonte: Ana Paula Moraes

Sugestões

11 setembro, 2026

Ex-ministro da Educação do Peru e referência em políticas públicas, o novo Doutor Honoris Causa da UFPR defende […]

10 setembro, 2026

Pesquisas desenvolvidas em diferentes áreas do conhecimento pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão entre os trabalhos reconhecidos […]

05 setembro, 2026

Por trás da cena monumental de Pedro Américo, havia um país rural, escravista, pouco povoado e marcado por […]

04 setembro, 2026

Por Rebecca Junger, sob supervisão A partir das 18h da próxima quinta-feira (10), o Museu de Arte da […]