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Setor Litoral da UFPR debate ações pós-desastre

14 março, 2011
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Estudantes de todos os cursos, professores e técnicos do Setor Litoral da UFPR começaram nesta segunda-feira (14) as atividades da semana reunidos na Tenda do campus. A proposta do encontro foi refletir sobre os estragos causados pelo excesso de chuvas e deslizamentos de terra ocorridos nos últimos dias no litoral paranaense.

Como o Projeto Político Pedagógico da UFPR Litoral é centrado na aprendizagem e no diálogo e interação constante entre comunidade local e acadêmica, todos foram convidados a se engajar em ações concretas na situação e emergencial e também em ações que possam contribuir para evitar ou minimizar as consequências de intempéries como essas.

O diretor da UFPR Litoral, Valdo Cavallet, abriu a conversa informando que no momento as equipes de bombeiros, policiais e defesa civil estão atendendo as famílias mais prejudicadas. Para ele, o principal papel da Universidade é pensar em ações que possam ser desencadeadas daqui para frente, agindo no imediato, mas também formando grupos que pensem e ajam visando o futuro. Uma das propostas apontadas foi a criação de pontos de monitoramento constante nos municípios do litoral. Seriam locais em que a comunidade, com a colaboração da universidade, possa conhecer melhor a realidade e agir proativamente.

“Não podemos ficar fechados nas salas de aula em um momento como este”, afirmou o professor Renato Bochicchio, enquanto estudantes que moram em municípios como Morretes e Paranaguá relatavam o que presenciaram nos últimos dias.

Segundo Fernanda de Souza Sezerino, estudante de Gestão Ambiental, além de saber reagir em situações em que a água invade as ruas e as casas, como aconteceu na sexta-feira em Paranaguá, onde vive, é preciso conscientizar as pessoas para o uso racional dos recursos essenciais. “Próximo a minha casa, enquanto um caminhão pipa distribuía água de um lado da rua, do outro, em um posto de gasolina, carros estavam sendo lavados. Também vi galões de água mineral serem vendidos a mais de R$ 40”, testemunhou Fernanda.

A professora Liliani Tiepolo, alertou que hoje a comunidade científica internacional alerta que todos devem ter consciência que a sociedade vive em estado de risco. “Precisamos saber qual a melhor forma de nos adaptarmos a isso”, esclareceu. “Um outro fato que aponta a complexidade dos sistemas ambientais, foi a mudança da cor da água da Baía de Guaratuba, assim como o do mar no município de Matinhos, ambos estão marrons, como a cor da terra que desceu dos morros”, afirmou o professor Paulo Marques, que integra a Comissão de Bacias Hidrográficas do Litoral. Após a abertura da semana, os estudantes e professores formaram grupos de discussão temáticos que irão propor as ações que virão a ser desencadeadas.

Em Morretes

As comunidades rurais de Morretes continuam em situação de emergência. Segundo o secretário de governo do município e membro da defesa civil municipal, Foed Saleba Smaka, que participou do encontro, só veículos de tração nas quatro rodas conseguem chegar a alguns locais para abastecer as famílias com alimentos, remédios e abrigos. “Na região urbana a situação já está controlada, mas ainda não temos a dimensão exata dos danos causados na região rural. Temos três pessoas desaparecidas, mas ainda muitas pessoas podem estar isoladas. Mais de 90% do município foi atingido pela água ou pelos desmoronamentos. “Os casos mais graves foram causados pela queda das encostas. A comunidade rural de Floresta foi toda devastada, não existe mais”, relatou Smaka.

Doações

Os itens necessários são:

– Colchões e cobertores em bom estado.

– Alimentos de consumo imediato.

– Água mineral (para Antonina e Paranaguá, em Morretes o abastecimento está normal).

As doações podem ser feitas na sede da UFPR Litoral (R. Jaguaraíva, 512 – Caiobá – Matinhos). Em Curitiba: No hall de entrada da Reitoria, recepção do Prédio Histórico, direção do setor de tecnologia no Centro Politécnico, direção do setor de Ciências Sociais Aplicadas no Botânico, e na Agrárias; supermercados da Rede Big e Mercadorama; pontos de coleta do Provopar; postos do Corpo de Bombeiros; e Fundação de Ação Social (Rua Eduardo Sprada, 4.520, Campo Comprido).

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Debate na tenda do Setor Litoral
Foto: Aline Gonçalves

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Fonte: Aline Gonçalves

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