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Festival: ninguém fica parado

12 julho, 2010
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A dança é uma forma de expressão que não poderia ficar fora do Festival e ela está em todo lugar: nas oficinas, na frente do palco principal, no Theatro Municipal e no trapiche.

Durante o dia vemos a dança nas oficinas “Danças Circulares” ou “Cantigas e Danças Populares”. A primeira é com danças tradicionais dos povos que normalmente celebram a abertura e fechamento de ciclos. A outra envolve bumba meu boi, samba de roda,coco pernambucano e maranhense e cacuriá (dança maranhense).

É a primeira vez que Dodô Bertone, ministrante da oficina “Cantigas e Dança Populares” vem a Antonina para o Festival e o evento superou a expectativa que ele tinha. Dodô apenas lamenta a pouca participação dos antoninenses. “Espero que o Festival e a oficina ajudem a fortalecer o vínculo com a dança”, afirma.

Daniela Santana, uma das alunas da oficina, nota que os antoninenses estão isolados. Segundo ela, isso acontece porque estão muito ligados aos sons difundidos pelo rádio e TV.

A ministrante da outra oficina, Carmela Bardini, freqüenta o Festivaç desde 2002, mas é a primeira vez que vem dar aulas. Ela vê a dança, principalmente as danças circulares, como forma de meditação.

Como as danças circulares não exigem performance e não são de apresentação, o encerramento será na rua. “Nós vamos ensinar e chamar as pessoas para participar”, explica Carmela.

Hoje e na sexta-feira, o Theatro Municipal será tomado pela dança. Hoje o Grupo Carmem Romero Dança Flamenca fará uma apresentação que mostrará a riqueza da cultura flamenca. “Diacronia” é o espetáculo da Téssera Companhia de Dança da UFPR que resgata as apresentações significativas na história do grupo.

Cada dia uma banda anima o palco principal. Gustavo Cavalho mora em Antonina há seis anos e quando não está trabalhando vai conferir o show com seus amigos. “É só fazer tempo bom que a gente sai pra ver o agito”, conta.

Depois do show a festa continua no trapiche. Todos seguem para lá, onde formam rodas de música e dança que todos participam. Segundo Pedro Solak, músico que participa do Festival há 14 anos, as pessoas se comportam de um jeito diferente durante o evento. “O evento ajuda a abrir a cabeça e tirar as pessoas do padrão”, completa.

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A ciranda pernambucana é um dos ritmos explorados na oficina.
Foto: Bruno Rolim

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Fonte: Luíza Barreto

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