A UFPR, por meio da Liga Acadêmica em Práticas Integrativas (Lapis) e do PET-Saúde, realizou o evento “Terapia Comunitária Integrativa: uma estratégia de promoção da saúde e cultura pela paz”. Cerca de 100 pessoas, entre alunos, professores, profissionais da saúde e integrantes de uma comunidade terapêutica de Curitiba participaram da atividade teórico-vivencial da disciplina optativa de Práticas Integrativas em Saúde, ofertada de forma interdisciplinar em 11 cursos de graduação.
“Apesar de ser uma prática integrativa recente, ela é coletiva, nasceu no Brasil e acaba usando os recursos culturais, os saberes da população, da vida, da experiência de vida para acolher o sofrimento humano e promover a saúde mental das pessoas. Atualmente, há cerca de 40 polos de formação no Brasil e no mundo”, explica a coordenadora do Núcleo de Estudos e Práticas em Saúde Holística (Nesho) da UFPR, Milene Zanoni da Silva.

Parte do grupo que participou da atividade promovida no dia 22 de agosto pela disciplina Práticas Integrativas em Saúde, ofertada pelo PET-Saúde. Fotos: Divulgação
A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) nasceu no Ceará em 1987 a partir da necessidade de lidar com os sofrimentos e as angústias das pessoas que viviam na maior favela do estado, localizada no bairro Pirambu. Fortalecimento comunitário, resgate da autoestima, integração entre corpo e mente, potencial de autoconhecimento e de autotransformação são benefícios da metodologia, destaca a professora. A TCI é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O encontro, organizado em parceria com o Shanti Instituto e a Acreditar & Compartilhar, pólos de formação em terapia comunitária, foi realizado na tarde do dia 22 de agosto no auditório Maurício Bissoli, no Campus Jardim Botânico. O psicólogo e antropólogo Wagner de Figueiredo Gonsalves conduziu as atividades.
Wagner é terapeuta comunitário integrativo na MISMEC 4 Varas: Comunidade que Cuida, entidade civil sem fins lucrativos que, há 32 anos, trabalha com a prevenção da saúde na comunidade do Pirambu. A iniciativa é vinculada a um programa de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Reaver vínculos e construir redes de cuidado solidário: estímulos promovidos por meio da prática da Terapia Comunitária Integrativa. O encontro foi realizado no auditório Maurício Bissoli, no Campus Jardim Botânico da UFPR.
“Foi de grande importância trazermos para o meio acadêmico essa tecnologia social, que é a TCI, essa prática integrativa de cuidados que não tem barreiras, por meio da qual trabalhamos com a inclusão de todas as pessoas. Foi um transbordar de trocas e de experiências de vida. Um momento também de quebrar o gelo, de entendermos a importância desse toque, desse carinho, desse acolhimento no cuidado solidário – que é diferente dos cuidados clínicos, não os desmerecendo ou desvalorizando -, valorizando ainda mais esse trabalho complementar”, afirma o psicólogo.
O terapeuta é fundador e presidente do Instituto Kariri de Estudos Antropológicos da Saúde (Ikeas), em Juazeiro do Norte. A entidade promove atividades de assistência psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos e deficiência mental, além de desenvolver pesquisas experimentais nas áreas das ciências sociais e humanas.
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