Financiada pela Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, uma pesquisa que está sendo desenvolvida na Universidade Federal do Paraná irá desenvolver mobiliário-divisórias possibilitando a criação de diferentes ambientes na habitação popular com a utilização do conceito de modulação. Os estudos têm o apoio do Habitare – Programa de Tecnologia de Habitação, que desde 1994 financia pesquisas no campo da moradia de interesse social.
COBERTURA – Em um primeiro projeto – também financiado pelo Programa Habitare, o Núcleo de Design & Sustentabilidade da UFPR projetou um kit de cobertura para as moradias. Os módulos têm peças de MDF – material leve, resistente e reciclável, e chapas de aço galvanizado. Os pregos são substituídos por encaixes e toda a tecnologia tem um custo final de 60% menos que o das tradicionais coberturas de madeira. De montagem fácil, rápida e intuitiva, o kit “Faça Você Mesmo” exige apenas duas pessoas não especializadas.
“Agora estamos na fase de validação geral do material de instruções e de divulgação”, explica a mestranda da UFPR e gerenciadora do projeto Priscilla Ramalho Lepre. “Um protótipo físico já foi construído no Município de Piraquara, em parceria com a Associação de Moradores Águas Claras, e será utilizado para abrigar uma loja de artigos produzidos pelos artesãos da comunidade.”
MOBILIÁRIO-DIVISÓRIAS – No novo projeto para o desenvolvimento de mobiliário-divisórias, a proposta continua sendo adequar o conceito DIY – do-it-yourself – à habitação de interesse social. “Na moradia popular é freqüente que parâmetros de desempenho como boa iluminação, ventilação e acústica não sejam atendidos”, lembra o coordenador geral do projeto professor Aguinaldo dos Santos. “Situação agravada pela realidade do país, na qual a grande maioria das habitações de baixa renda acaba sendo construída no processo de autoconstrução sem mão-de-obra especializada. O que a equipe envolvida no projeto espera é que os produtos DIY ofereçam, por exemplo, a oportunidade de antecipar possíveis erros de montagem.”
Outra expectativa, segundo o professor, é de que a apresentação de produtos em kits facilite a articulação entre governo e indústria para a obtenção de benefícios fiscais para a habitação de interesse social.
“Nosso núcleo trabalha com esse desafio: demonstrar para a indústria como deveriam ser desenvolvidos produtos em módulos para a construção habitacional”, explica Santos. “Além disso, busca incorporar a preocupação com a sustentabilidade no desenvolvimento dos módulos, especialmente em relação ao ciclo de vida dos materiais e redução dos recursos envolvidos na produção dos componentes.”
O edital do Programa Habitare preconiza a pesquisa em rede com base na coordenação modular, através da conexão dos produtos desenvolvidos. Hoje o mercado possui um grande número de produtos que “não conversam entre si, tanto espacialmente quanto funcionalmente”, conforme explica o professor.
O projeto desenvolvido no Núcleo de Design & Sustentabilidade da UFPR conta com a parceria da Cohapar – Companhia de Habitação do Paraná e Cohab – Companhia de Habitação de Curitiba e apoio financeiro do CNPq. No setor produtivo vem trabalhando com empresas como a Embrart – especializada no setor de cartonagem, Placa Centro – no processo de provimento de serviços de processamento de artefatos de madeira e Masisa –especializada no processamento da madeira para obtenção de produtos como OSB e MDF. Na divulgação de seus resultados, o Programa Habitare conta com o apoio financeiro da Caixa Econômica Federal.
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Tecnologia pesquisada ajudará na construção de moradias de interesse social
Foto: Arquivo Núcleo de Design & Sustentabilidade
Fonte: Vivian de Albuquerque e Assessoria de Imprensa do Programa Habitare
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