A Universidade Federal do Paraná (UFPR) encerrou na última sexta-feira (27) a programação da sexta edição do Março das Mulheres 2026 com a mesa “Políticas públicas em defesa dos direitos das mulheres”, reunindo representantes da universidade, do poder público e de instituições parceiras para discutir avanços e desafios na promoção da equidade de gênero. O encerramento das atividades aconteceu no Salão Nobre do Setor de Ciências Jurídicas, no Prédio Histórico da UFPR.
A mesa diretiva de encerramento contou com a vice-reitora da Universidade Federal do Paraná, Camila Girardi Fachin; a ministra de Estado das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes; a desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, Priscilla Placha Sá, que, no ato, também representou a presidente do TJ Paraná, a desembargadora Lidia Maejima; a secretária municipal da Mulher e Igualdade Étnico-Racial de Curitiba, Marli Teixeira Leite; a defensora pública federal, Rita Cristina de Oliveira; e a assessora especial do Ministério das Mulheres e ex-reitora da Universidade Estadual de Londrina (gestão 2002–2006), Ligia Lumina Pupatto.


O encontro marcou o fechamento de um mês de mobilização institucional que integrou diferentes setores da universidade em torno do tema “Mulheres no poder: experiências e desafios”, com atividades distribuídas em diversos campi e áreas de atuação.
Durante a abertura, Camila Fachin destacou o impacto de uma das ações simbólicas realizadas ao longo da programação.
“Uma das iniciativas mais importantes foi a do Banco Vermelho, levada pelas reitorias e vice-reitorias do Sul do Brasil à Andifes e adotada por mais de 69 universidades federais. Foi uma ação que aconteceu simultaneamente em todo o país. O banco vermelho é um símbolo contra o feminicídio e lembra as vítimas. Como está escrito: ‘Sentar e refletir, levantar e agir’.”
A ação, realizada em todos os campi da UFPR, integrou um movimento nacional de conscientização e enfrentamento à violência de gênero, com a pintura de bancos em espaços de circulação da comunidade acadêmica. A iniciativa buscou sensibilizar a sociedade para a gravidade do feminicídio e reforçar a importância da reflexão e da ação coletiva .
Leia a matéria completa sobre a ação do Banco Vermelho na UFPR
A edição de 2026 do Março das Mulheres reuniu mais de 30 atividades, coordenadas pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), por meio da Coordenadoria de Políticas Interseccionais para Equidade de Gênero, Raça e Sexualidade (CPIn).
As ações realizadas ao longo do mês ampliaram o debate sobre quem são as mulheres que ocupam cargos de decisão no serviço público, quais obstáculos enfrentam e quais estratégias constroem para atuar em espaços ainda marcados por machismo, sexismo e misoginia.
A programação mobilizou a UFPR com atividades acadêmicas, formativas, culturais e institucionais, realizadas em Curitiba, no Litoral, em Palotina e em Jandaia do Sul.
Ao longo do mês, foram promovidas:
Durante o debate, a secretária municipal da Mulher e Igualdade Étnico-Racial, Marli Teixeira Leite, destacou que as políticas para as mulheres precisam ser construídas de forma integrada, considerando desigualdades de raça, território e acesso a direitos, além de fortalecer canais de acolhimento e denúncia, como o 156, e a atuação de equipamentos públicos como a Casa da Mulher Brasileira e os serviços da Fundação de Ação Social (FAS), que integram a rede de proteção no município. A secretária também ressaltou a importância de ações que vão além do atendimento às vítimas, com foco na prevenção e na transformação cultural.

“Nós precisamos ir além. Temos uma campanha chamada ‘Masculinidade Consciente’, em que chamamos os homens para um diálogo, para desconstruir a ideia de que a mulher é um objeto ou de que depende do homem. Da mesma forma, estamos desenvolvendo, junto ao Tribunal de Justiça, um trabalho com grupos reflexivos.”
A defensora pública federal, Rita Cristina de Oliveira, fez uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelas mulheres, apesar dos avanços concretos e significativos. Ela destacou que as políticas públicas de defesa das mulheres se estruturam em três eixos principais: a proteção imediata, voltada a salvar vidas; a prevenção estrutural, que busca reduzir a violência; e a transformação das condições concretas de liberdade das mulheres.
“Esse, ao meu ver, é o nosso grande desafio: não apenas aperfeiçoar protocolos ou punir melhor, mas, sobretudo, formular e executar políticas públicas capazes de enfrentar as estruturas que ainda produzem violência.”

O encerramento foi transmitido ao vivo pelo canal UFPR TV Eventos.
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