Conversas já trataram de temas como jornada de trabalho, saúde do trabalhador e infraestrutura
Em greve desde 3 de março, os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mantêm reuniões semanais com a reitoria para discutir reivindicações da categoria. Os encontros já abordaram temas como saúde do trabalhador, infraestrutura, jornada de trabalho e condições no Hospital de Clínicas.
A primeira reunião, realizada em 13 de abril, foi dedicada à apresentação das pautas do comando de greve. Entre os pontos discutidos esteve a criação de uma política institucional para a área da saúde, com cobranças sobre maior integração e direcionamento para o sistema Casa. A reitoria concordou em discutir a formação de uma comissão e a elaboração de um documento sobre políticas de saúde na universidade.
No encontro de 27 de abril, técnicos e reitoria discutiram problemas de infraestrutura, principalmente nas unidades Casa. A universidade apresentou um cronograma de obras para o Casa 3 e afirmou que os reparos nas demais unidades devem ocorrer na sequência, ao longo do segundo semestre.
A reunião de 5 de maio começou com relatos de servidoras da Seção de Atenção e Promoção à Saúde (Saps) sobre dificuldades na compra de materiais e insumos. Segundo elas, há atrasos nos processos e limitações para novas compras ao longo do ano. A reitoria afirmou na ocasião que fará uma reunião com o setor de compras para discutir os procedimentos envolvendo o Saps.
No tema principal do encontro, os técnicos defenderam a adoção da jornada de 30 horas para os servidores técnico-administrativos. O grupo também cobrou uma política institucional que impeça que a flexibilização dependa apenas das chefias. “Precisamos de um prazo para que ocorra essa construção dessa resolução”, afirmou a representante do comando de greve, Diana Teodoro.
Após as discussões, ficou definida a criação de uma comissão para elaborar uma proposta de resolução sobre as 30 horas. O material deverá ser apresentado ao Conselho Universitário em até 30 dias.
No dia 12 de maio, representantes da reitoria, do Hospital de Clínicas da UFPR e do comando de greve discutiram questões relacionadas ao atendimento, estrutura e falta de materiais no hospital. Também foram levantadas críticas à relação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, responsável pela administração do HC.
A vice-reitora Camila Fachin afirmou que a universidade mantém reuniões com a estatal, mas enfrenta dificuldades para avançar nas negociações. “É sempre uma relação tensionada entre a gestão da UFPR e a gestão central da Ebserh”, disse. Segundo ela, o próprio quadro da empresa aponta déficit de mais de 300 profissionais.
Servidores também questionaram critérios ligados à aposentadoria e diferenças nos valores de insalubridade entre categorias do hospital. Novas reuniões foram marcadas para dar continuidade às discussões.
Em 13 de maio, a pauta tratou da sobrecarga de trabalho dos técnicos, déficit de pessoal e casos de desvio de função. O comando de greve apresentou problemas estruturais e de pessoal na Clínica Escola de Terapia Ocupacional, além de reclamações sobre falta de servidores nas áreas de comunicação e cultura.
Também houve críticas ao acúmulo de funções desempenhadas por profissionais desses setores. A gestão da universidade lembrou que cargos ligados à comunicação foram extintos pelo governo federal em 2019, o que dificulta a reposição de vagas.
Durante a reunião, foi informado que a UFPR possui 185 vagas técnicas autorizadas pelo Ministério da Educação. Ainda não há definição, porém, sobre quais áreas deverão receber os novos servidores.
No encontro de 18 de maio, o comando de greve apresentou propostas de combate ao assédio moral e discutiu saúde do trabalhador e adicional de insalubridade no HC-UFPR. Os servidores relataram situações de assédio envolvendo chefias e questionaram diferenças nos adicionais pagos a trabalhadores expostos aos mesmos riscos.
A chefe de gabinete da reitoria, Gabriela Bica, afirmou que já existe uma proposta institucional em elaboração sobre o tema. Segundo ela, a intenção é unificar o material produzido pela comissão da universidade com as propostas apresentadas pelo comando de greve.
As reuniões seguem nas próximas semanas e entram na reta final do cronograma de debates. Confira o calendário completo.
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