Depois de fazer visita pessoal ao campus da Universidade Federal do Paraná em Matinhos – a UFPR Litoral, aproveitando um visita marcada há seis meses a Curitiba para participar de encontro que discute o ensino à distância, onde foi homenageado na noite do domingo (02/09), o secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Ronaldo Mota falou a jornalistas no Gabinete do Reitor Carlos Moreira Júnior.
A visita a UFPR Litoral, acontecida na manhã da segunda, 03, fez parte das viagens que o secretário realiza pelo Brasil para conhecer pessoalmente todos os projetos de expansão das universidades federais brasileiras e disse ter percebido uma grande diferença na unidade da UFPR: professores motivados e alunos contentes com as atividades que desenvolvem na universidade. ‘Essa realidade me chamou muito atenção e mostrou um grande diferencial em relação às demais expansões.’
Problemas – Algumas das preocupações levantadas pelos jornalistas na coletiva referem-se a possíveis denúncias que estão sendo avaliadas pelos deputados estaduais sobre a UFPR Litoral. Entra elas, a de que os alunos que estudam na unidade não teriam diplomas reconhecidos pela falta de projeto político-pedagógico cadastrado e aprovado pelo Ministério da Educação, garantindo o funcionamento da instituição e, conseqüentemente, a diplomação dos estudantes. ‘O que parece, a princípio, um problema, pode ser justamente uma falta de problema. O currículo é um processo adaptativo e a universidade pública possui autonomia para criar cursos. O que ela precisa fazer dentro de prazos estipulados pelo MEC é protocolar, a partir da metade do curso, no Ministério esse projeto político-pedagógico para que o processo legal ocorra nos trâmites normais. É muito improvável um ato de não reconhecimento de curso, em quase toda a sua totalidade os cursos são aprovados’, esclareceu o secretário. Ele ainda afirmou que nunca há prejuízo para o estudante, mesmo que por algum motivo o MEC tenha problemas internos para atender o prazo de reconhecimento, há ferramentas normais para expedir o diploma dos estudantes e seguir com o processo de reconhecimento do curso. ‘Pelo que pude perceber na UFPR Litoral, na visita que fiz a estrutura física e na conversa com professores e alunos, o projeto está bastante maduro. Mesmo nos relatos em que professores e alunos falam do projeto pedagógico inovador é preciso lembrar que esse não é o único no País e nem o mais inovador. Existem outros. Além disso, é preciso lembrar que não é possível fazer programas de expansão sem que hajam problemas.’
Risco – Para o secretário o que realmente coloca em risco um projeto de universidade não são a falta de um projeto pedagógico definido antes das atividades iniciarem ou laboratórios em fase de finalização ao longo do curso. ‘Esses são desafios enfrentados por projetos das unidades em expansão. Na UFPR Litoral os professores relatam que estão construíndo o currículo e acho saudável os alunos aprenderem na própria instituição a superar desafios, ganhando autonomia. O que vejo como problema que possa colocar em risco um projeto de expansão são professores e alunos desmotivados. E isso eu não encontrei na UFPR Litoral. Dou muita importância aos recursos humanos e fiquei muito satisfeito com o que vi. Professores altamente qualificados e alunos desafiados’, enfatizou.
Visão administrativa – O reitor da UFPR Carlos Moreira Júnior lembrou que na sua primeira gestão realizou programas que desafiaram os paradigmas postos e hoje são grandes exemplos de programas de inclusão e de desenvolvimento social. ‘Hoje temos alunos que não conseguiam arcar com a mensalidade de seus estudos nas universidades particulares e entraram na UFPR pelo PROVAR. Lembro, também, que fui pessoalmente responsabilizado em mais de 70 processos pela implantação do sistema de cotas. Mas elas estão aí e são exemplo para outras instituições de ensino. Com a UFPR Litoral não é diferente’, pontuou. ‘Sabíamos que o projeto inovador da UFPR Litoral não seria assimilado por todos. Mas não deixamos de fazer o que acreditamos ser um importante passo na educação superior do Estado do Paraná.’
O reitor lembrou ainda que todas as ações desenvolvidas pela UFPR Litoral estão sendo acompanhadas por comissão formada por representantes do COUN – Conselho Universitário. ‘Estamos no tempo agora, em que os dois primeiros cursos de graduação ofertados pela UFPR Litoral – Fisioterapia e Gestão Ambiental, chegam a metade, de enviarmos a documentação exigida pelo MEC para proceder a sua validação. Nenhum aluno da UFPR Litoral ficará sem diploma.’ Perguntado pelos jornalistas se estaria disposto a conversar com os deputados que avaliam as questões referentes a UFPR Litoral para explicar, o reitor reafirmou sua posição de homem público. ‘Não me furto a conversar com os deputados, seja na Assembléia ou em meu gabinete. Além disso, poderei divulgar ainda mais esse importante projeto para o Paraná, que só acontece por uma parceria inédita público/público, entre os governos federal, estadual e municipal, em conjunto com a UFPR. Estou à disposição.’
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Fonte: Patricia Favorito Dorfman
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