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REUNI e o Setor de Ciências Agrárias

19 maio, 2008
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“Não devemos criar novos cursos, mas sim ampliar o número de vagas, com a criação do curso noturno de Engenharia Industrial Madeireira”, explica o professor Amadeu Bona Filho, diretor do Setor. “Vamos investir em pessoal, nos laboratórios, mas também em salas de aula e na construção de um anfiteatro. Além do curso noturno, vamos ampliar numa média de 20% as vagas nos cursos de Medicina Veterinária, Engenharia Florestal e Zootecnia, deixando de fora apenas a Agronomia que já é um curso com grande volume de alunos.’

Segundo Bona Filho, o REUNI é interessante porque viabiliza melhores oportunidades de bolsas, elevando os índices de conclusão dos cursos e, ao mesmo tempo, possibilitando o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa com os investimentos em laboratórios. “Embora não seja o escopo dos nossos cursos preparar cientistas – e sim profissionais para o mercado – conseguimos formar alunos ainda mais preparados por terem trabalhado com pesquisas de ponta”, diz. Atualmente, o Setor tem 2,5 mil alunos, sendo 2,2 mil deles na graduação. Com o incremento das novas vagas, cerca de 300, será necessária a contratação de novos professores. Antes mesmo das metas do REUNI, a proporção alunos-professor já estava em 18 por um.

“O REUNI chegou para o nosso Setor como uma tábua de salvação. Nossos cursos são caros e exigem laboratórios de manutenção cara, fechados e abertos”, ressalta Bona Filho. “Entre 1998 e 2001, foram criados dois novos cursos – Engenharia Industrial Madeireira e Zootecnia – sem qualquer investimento. Por isso que os recursos, primeiramente, deverão atender a demanda reprimida.”

QUALIDADE DE ENSINO – “A melhora na qualidade do ensino virá com o bem-estar de alunos e professores”, garante o diretor do Setor de Agrárias. “Com a infra-estrutura mais adequada e com a reestruturação dos currículos de todos os cursos, diminuindo as taxas de evasão.”

O professor explica que o Setor tem um dos cursos com menor taxa de evasão – Medicina Veterinária, e um com uma das maiores taxas – Engenharia Industrial Madeireira. Mas isso por causa das dificuldades dos próprios alunos em conseguir se manter no curso. “Já fizemos pesquisas e vimos que a maioria dos alunos que cursam a Engenharia Industrial Madeireira trabalha e não tem condições de ter aulas durante todo o dia. Por isso a nossa prioridade em abrir a turma noturna. Mas é preciso considerar ainda as próprias condições financeiras e os gastos com alimentação e transporte decorrentes das aulas divididas em dois campi – Politécnico e Juvevê. Aí a importância da reestruturação dos currículos para conseguirmos cumprir as metas propostas para o REUNI”, conclui.

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Prédio da Engenharia Florestal, no campus Jardim Botânico
Foto: Arquivo

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Fonte: Vivian de Albuquerque

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