As pesquisas feitas pela Universidade Federal do Paraná sobre o plantio e o cultivo da floresta de araucária têm dado bons frutos. Recentemente, ao tomar conhecimento desses estudos, o produtor Nelson Nerbass, de Lages (SC), enviou para a universidade amostras de pinhas de sua propriedade para que sejam estudadas.
O interesse que essas amostras específicas geram está em seu tamanho:as araucárias da propriedade de Nerbass dão pinhas de até 8kg, enquanto as pinhas comuns chegam geralmente à metade disso, no máximo.
Para o Professor Flávio Zanette, do Departamento de Fitotecnia da UFPR, o mais importante é que essas pinhas, com uma genética diferente das demais, produzem pinhões maiores, de até 15 gramas ─ enquanto pinhões normais chegam a pesar no máximo 8 gramas.
O estudo e a reprodução dessas superpinhas podem auxiliar na valorização econômica da árvore, ajudando na preservação da floresta e consequentemente evitando o desmatamento. ‘Melhores pinhões rendem lucro ao proprietário. Isso ajuda na preservação. A araucária vale mais de pé do que deitada’, explica Zanette.
Seminário Sul-Brasileiro de Sustentabilidade da Araucária
O professor Flávio Zanette coordenará, entre os dias 22 e 24 de setembro, o Seminário Sul-Brasileiro de Sustentabilidade da Araucária. O evento ocorrerá em São José dos Pinhais, com o apoio da prefeitura e da Câmara Municipal, e terá como um dos temas a possibilidade de produzir melhores pinhões através das pinhas enviadas pelo produtor Nelson Nerbass para a UFPR.
Além disso, serão discutidos os resultados obtidos de outras pesquisas, a situação atual das florestas de araucária do sul do país, a atual legislação e as pesquisas indispensáveis para a preservação desta floresta.
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Fonte: Bruno Zermiani, sob orientação de Ana Paula Moraes
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