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Palestra na Siepe apresentou história da UFPR

06 outubro, 2011
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Os acontecimentos têm quase 99 anos, mas ainda têm alguns aspectos de novidade para muitos membros da comunidade universitária. Assim é a história da UFPR que foi relembrada na manhã da terça-feira (5) em palestra ministrada pela professora Márcia Dalledone, do departamento de História da universidade, na Terceira Semana Integrada de Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade.

‘Uma visão histórica da UFPR’ foi o tema abordado por Márcia, que expôs a trajetória da universidade, desde os momentos que antecederam sua fundação em 19 de dezembro, quando se comemora a emancipação do Paraná. ‘A Universidade é símbolo da nossa identidade paranaense, de honra e glória para o país’, afirmou a palestrante.

Márcia abordou a história da UFPR amarrando tempo e espaço, contextualizando os acontecimentos locais com questões econômicas, culturais e sociais mais importantes no mundo ao longo dos quase 99 anos da UFPR. Mostrou aos alunos que a universidade é hoje fruto de um sonho de pessoas como Rocha Pombo,Vitor ferreira do Amaral e Nilo Cairo, pessoas que integravam grupos independentes de defesa de uma universidade do Paraná e que precisaram se unir os esforços para finalmente fundar a primeira universidade do Brasil. Com apenas 97 alunos e cinco cursos, a UFPR teve início no prédio em que hoje funciona o Shopping Omar, no Centro de Curitiba. O primeiro aluno foi também o primeiro funcionário da universidade. Chamava-se Oscar Plácido e Silva.

Com a doação terreno da Rua XV novembro, a universidade viabilizou a construção do hoje Prédio Histórico, de estilo neoclássico. A palestrante mostrou fotos da época, com o lançamento do principal pilar da construção, onde foram depositados um baú com moedas, jornal de época, discursos, documentos que que guardassem a memória da instituição. Segundo Márcia, era na época a maior construção da cidade, representando grandiosidade para Curitiba.

Construção imponente acabou realizada de frente para um terreno baldio, nos limites da cidade, área exatamente em frente ao lixão da prefeitura. ‘Os cronistas dos jornais da época diziam que o local à noite só se ouvia o coachar de sapos e de dia o mau cheiro era insuportável. E o prédio foi construído de costas para a cidade, uma ousadia’, informou a professora, explicando que na época o centro da cidade acabava nas imediações da Rua Barão do Rio Branco. Ousadia que deixava subentendido que a universidade se voltava para o lado que a cidade cresceria. E cresceu.

E a palestrante apresentou uma UFPR que começou como universidade particular, que teve de se desmembrar em faculdades quando uma lei em 1916 proibiu que cidades com menos de 100 mil habitantes tivesse universidades (Curitiba tinha 53 mil habitantes na época), mas que resistiu, nunca deixou de funcionar mesmo quando outras universidades no país acabaram fechando. ‘Aqui no Paraná a universidade foi desmembrada em faculdades (Direito, Engenharia e Medicina), mas continuaram no mesmo local, continuaram fortes’, explicou a palestrante.

Na linha do tempo traçada, destaque para o ano de 1946 quando o prédio mais amplo e majestoso, ajuda na fama de Curitiba ser conhecida como a Atenas brasileira, uma cidade universitária. E logo a instituição foi federalizada, ganhou nova denominação, mais cursos, a nova vocação que une ensino, pesquisa e extensão. Chegando até os dias de hoje, de uma UFPR globalizada, patrimônio cultural, intelectual e artístico, com uma área de aproximados nove mil metros quadrados, presente em vários municípios, vários campi. Para a palestrante, uma história que demonstra o quanto a UFPR que é símbolo da identidade do Paranaense.

Foto(s) relacionada(s):


Público presente à abertura do evento
Foto: Leonardo Bettinelli

Fonte: Leticia Hoshiguti

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