
Casa do Estudante Universitário (CEU)
Texto de leitura rápida: A Casa do Estudante Universitário de Curitiba foi criada em 1948 para acolher estudantes de baixa renda. Fontes históricas associam o edifício à trajetória profissional da engenheira Enedina Alves Marques, embora os detalhes técnicos dessa participação não estejam plenamente documentados.
A Casa do Estudante Universitário foi fundada em 11 de agosto de 1948, dentro de um contexto de expansão do ensino superior e de novas políticas públicas voltadas para a permanência estudantil no Paraná. A instituição nasceu como um apoio para os estudantes de baixa renda que enfrentavam dificuldades para se manterem em Curitiba durante a formação universitária.
Nos anos seguintes, a CEU passou por um período de organização em sua estrutura física. Registros históricos mostram que sua instalação definitiva aconteceu ao longo da década de 1950, com sua inauguração registrada em abril de 1956. A consolidação do prédio como moradia estudantil aconteceu ao mesmo tempo em que o número de cursos superiores na capital aumentava, e a chegada de estudantes vindos de outras regiões do Paraná crescia.

Breve resumo:
A Casa do Estudante Universitário (CEU) foi fundada em 1948, em Curitiba, para oferecer moradia a estudantes de baixa renda. Sua sede foi inaugurada em 1956, acompanhando o crescimento das universidades no estado. O local também está ligado à trajetória da engenheira Enedina Alves Marques, formada pela Universidade Federal do Paraná, que atuou em obras públicas no período. Ao longo do tempo, a CEU se consolidou como um importante espaço de permanência estudantil e como um símbolo das políticas de apoio à educação e do reconhecimento da contribuição de Enedina.
Esse período também se relaciona com a trajetória profissional de Enedina Alves Marques. Formada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná em 1946, Enedina começou a trabalhar na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas, órgão responsável por obras de infraestrutura, prédios públicos e projetos na área da educação. Sua atuação profissional aconteceu justamente quando o Estado investia na construção de espaços públicos voltados à educação e à formação técnica.
Pesquisas acadêmicas e registros institucionais reconhecem que Enedina participou na construção de obras públicas relevantes do Paraná, sendo a CEU, uma delas, porém as fontes não afirmam ao certo qual era a posição técnica de Enedina Marques nestes projetos. Apesar de existirem muitos estudos sobre as obras da engenheira, em boa parte dos registros, o papel de Enedina é apresentado de forma genérica. Essa invisibilização de detalhes não é incomum nas documentações referentes à atuação de mulheres negras em áreas profissionais que são historicamente masculinizadas.

Apesar de existirem muitos estudos sobre as obras da engenheira, em boa parte dos registros, o papel de Enedina é apresentado de forma genérica. Essa invisibilização de detalhes não é incomum nas documentações referentes à atuação de mulheres negras em áreas profissionais que são historicamente masculinizadas.
A história de Enedina Alves evidencia os desafios que mulheres negras enfrentam para ter acesso à formação técnica e a cargos públicos especializados. Antes de entrar na Escola de Engenharia, em 1940, ela trabalhou como professora e como empregada doméstica, conciliando o trabalho com os estudos em um contexto marcado por fortes desigualdades de raça, gênero e classe social. A conclusão do curso, em 1946, representou uma importante quebra nos padrões sociais da época, que dificultavam a presença de mulheres em áreas técnicas e de prestígio profissional.
Nesse sentido, o vínculo entre Enedina e a CEU ganham uma relevância particular. O prédio, construído para garantir permanência estudantil, se tornou um marco da presença de uma engenheira negra na construção de políticas públicas educacionais no Paraná, mesmo com informações incompletas sobre a participação de Enedina.

Antes de entrar na Escola de Engenharia, em 1940, ela trabalhou como professora e como empregada doméstica, conciliando o trabalho com os estudos em um contexto marcado por fortes desigualdades de raça, gênero e classe social.
A Casa do Estudante Universitário recebeu o nome de Enedina Alves Marques como forma de homenagem à sua trajetória. Essa nomeação faz parte de um movimento de reconhecimento público da importância de sua contribuição. Esse reconhecimento aparece em políticas de memória, homenagens institucionais e pesquisas acadêmicas que buscam destacar sua atuação na engenharia e no serviço público do estado.
Ao longo do tempo, a CEU se consolidou como um espaço de moradia, convivência e organização dos estudantes. Além de oferecer alojamento, a casa também teve um papel importante na vida política e cultural dos moradores.

Referências:
CRUZ, Ana Paula da. Enedina Alves Marques: trajetória profissional e memória. Curitiba, 2017.
SANTANA, Juliana de. Trajetórias negras e políticas educacionais no Paraná: a experiência da Casa do Estudante Universitário de Curitiba. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2011.
CURITIBA HISTÓRICA. Enedina Alves Marques. Curitiba Histórica, s.d. Disponível em: https://www.curitibahistorica.com.br/publicacoes/343/enedina-alves-marques. Acesso em: 21 jan. 2026.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Escultura da engenheira curitibana Enedina Alves Marques começa a ganhar forma. Curitiba, 2023. Disponível em: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/escultura-da-engenheira-curitibana-enedina-alvesmarques-comeca-a-ganhar-forma/69605. Acesso em: 19 jan. 2026.
Existem registros e estudos que reconhecem a relação entre o prédio e a trajetória profissional de Enedina Alves Marques, porém ainda faltam documentos que expliquem exatamente qual foi sua atuação técnica na obra. Por isso, é necessário deixar claras essas lacunas, para evitar afirmações que não estejam comprovadas.
Essa abordagem ajuda a entender a Casa do Estudante Universitário não apenas como um edifício, mas como um espaço ligado a políticas públicas de educação, à memória profissional e à história da cidade. A CEU faz parte de um processo histórico maior, que envolve também a presença negra na construção e no desenvolvimento urbano.
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