
Escultura Enedina Alves
Texto de leitura rápida: A escultura de Enedina Alves Marques foi inaugurada em 15 de janeiro de 2024 no calçadão a Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba. As fontes institucionais registram que a obra é em bronze, representa Enedina sentada com um livro e foi produzida ao longo de seis meses no Ateliê de Esculturas do Memorial Paranista, sob direção de Rafael Sartori.
Localizada no calçadão da Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba. A escultura de bronze teve sua inauguração no dia 15 de janeiro de 2024, recebendo a presença de autoridades municipais e familiares de Enedina Marques. Sua cerimônia marcou a instalação de um monumento permanente em um dos pontos mais movimentados da cidade.
Enedina Alves Marques nasceu em Curitiba em 1913 e se formou como engenheira civil pela Universidade Federal do Paraná no ano de 1946. Sua atuação profissional se desenvolveu fortemente a partir do final da década de 1940, quando passou a fazer parte do quadro técnico do Estado do Paraná, vinculada à Secretaria de Viação e Obras Públicas.

Breve resumo: Inaugurada em 15 de janeiro de 2024 no calçadão da Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba, a escultura em bronze de Enedina Alves Marques marca um reconhecimento público recente à primeira engenheira negra do Paraná. Instalada em um dos pontos mais movimentados da cidade, a obra homenageia sua trajetória pioneira e reforça sua presença na memória urbana, integrando pesquisas históricas e políticas de valorização de sua importância profissional e simbólica.
A homenagem em forma de escultura foi construída mais de 40 anos após sua morte, em 1981. A obra faz parte de um conjunto de ações e pesquisas, que nas últimas décadas passaram a reconhecer sua importância como pioneira na engenharia brasileira. Construída em bronze, a escultura segue o estilo tradicional dos monumentos públicos. O uso desse material coloca Enedina no conjunto de homenagens permanentes da cidade.
Segundo as informações nos materiais institucionais que acompanham sua inauguração, a figura representa Enedina sentada, vestindo trajes formais e segurando um livro. Sua composição visual é apresentada nessas fontes como parte da construção de sua imagem pública enquanto engenheira e figura histórica da cidade.
A escultura foi produzida em aproximadamente seis meses no Ateliê de Esculturas do Memorial Paranista, com direção do escultor Rafael Sartori. O trabalho começou com pesquisas históricas e busca por fotografias para ajudar na criação do molde. Antes da inauguração, familiares de Enedina visitaram o ateliê e viram a obra ainda em fase de finalização, o que trouxe um significado mais afetivo à homenagem. A escultura foi instalada em um local escolhido pela prefeitura para garantir maior visibilidade e contato com o público.

Referências:
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Engenheira Enedina Alves Marques ganhará monumento na Rua XV de Novembro. 26 out. 2022. Disponível em:https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/engenheira-enedina-alves-marques-ganharamonumento-na-rua-xv-de-novembro/65943. Acesso em: 26 jan. 2026.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Escultura da engenheira curitibana Enedina Alves Marques começa a ganhar forma. 29 jul. 2023. Disponível em:https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/escultura-da-engenheira-curitibana-enedina-alvesmarques-comeca-a-ganhar-forma/69605. Acesso em: 26 jan. 2026.
CURITIBA. Prefeitura Municipal. Greca inaugura escultura em homenagem à primeira engenheira negra do Brasil, Enedina Alves Marques, no Centro de Curitiba. 15 jan. 2024. Disponível em: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/greca-inaugura-escultura-emhomenagem-a-primeira-engenheira-negra-do-brasil-enedina-alves-marques-no-centro-decuritiba/71959. Acesso em: 26 jan. 2026.
Após sua inauguração surgiram diversas publicações institucionais registrando a interação das pessoas com a escultura, incluindo observações e registros fotográficos. Esses registros mostram como a obra passou a fazer parte do dia a dia do centro da cidade.
Portanto, a escultura assume um papel de destaque recente na memória Pública, evidenciando um reconhecimento institucional e permanência material na capital. Seu significado é construído a partir de registros documentais e de sua integração no espaço da cidade, sem intenção de diminuir a complexidade da trajetória profissional de Enedina Alves Marques.
No contexto do Museu Afro-Paranaense, a escultura conecta pesquisa histórica, políticas de memória e a vivência atual da cidade. Ao estar em um espaço público central, a obra contribui para tornar Enedina Alves Marques mais presente e visível na paisagem e na memória de Curitiba.

