Reciclar materiais descartáveis, como garrafas PET e latinhas de alumínio, vem se tornando algo cada dia mais comum, mas transformá-los em objetos artísticos e originais é tarefa para gente que entende do assunto. Ensinar outras pessoas a construí-los, então, só mesmo com ministrantes do nível que o Festival de Inverno da UFPR trouxe para Antonina.
O “lixo” trabalhado na oficina ministrada por João Alberto Vasco de Andrade, o João do Lixo, é um dos bons exemplos dessa arte de transformar o lixo efetivamente num luxo, o feio em belo. Na oficina, os alunos aprendem a fazer adornos para festas; decorações para teatro; para cenários das mais variadas situações. Suas peças seriam impensáveis para os muitos oficinandos que estão aprendendo a construir objetos decorativos, pequenos animais como peixes e tartarugas, objetos utilitários como caixas, entre outras centenas de opções que João vem desenvolvendo há 12 anos. .
“As indústrias gastam milhões para produzir embalagens. Coloridas, atraentes, elas ficam piscando o tempo inteiro como que dizendo para o consumidor: me leve!, me compre!”, salienta João, ao justificar que o artesão deve se utilizar desses recursos visuais incrementar sua produção, evitando o uso de tintas e outros materiais. Por si só, os materiais podem ser utilizados nas suas formas e cores, quesito para uma verdadeira reciclagem.
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SUCATA TECNOLÓGICA – É a sucata de material eletroeletrônico, computadores, telefones, aparelhos de som, leitores de CD e outros mais que a primeira vista queremos descartar de nossas casas ou empresas. Mas é considerado útil para o engenheiro civil Maurício Beltrão Fraletti que está trabalhando em Antonina com cerca de 100 quilos desse material. Na oficina Robótica sem Mistérios ensina as crianças a confeccionarem peças educativas na forma de robôs automatizados. “A idéia principal é que nem tudo que parece lixo é descartável, assim como se deve considerar a experiência dos mais velhos”, explica o ministrante.
OUTROS MATERIAIS – Papelão e revistas antigas também estão sendo aproveitados para a construção de brinquedos e quebra-cabeças, como ensina a arte educadora Jô Baratto. Assim, dispondo desses materiais as crianças já montaram o tangran – quebra-cabeça chinês, a estrela de origami – técnica de dobradura japonesa e ainda pretendem construir uma jangada que bóia com garrafas PET. Plástico e latinhas são utilizados na confecção de peças para jogos educativos, instrumentos musicais – apitos são feitos de canos de PVC – e objetos decorativos, feitos de papel maché. Esses materiais constituem algumas das ferramentas utilizadas pelas crianças na oficina Mobiliário Decorativo com materiais recicláveis. “Na proposta do curso ainda são passadas noções de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente”, informa o ministrante Cristian Teles.
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Fonte: Leticia Hoshiguti e Sônia Loyola
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