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Brincar também se aprende em Antonina

10 julho, 2007
00:00
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“Sair da normalidade e transitar por um universo insólito, fantástico, onde tudo é possível”. Essa viagem é uma das propostas da oficina de Máscaras Gigantes, explica a ministrante Alessandra Flores, numa conversa inicial com os participantes. “Venho de um lugar onde as coisas são possíveis”, continua Alessandra, refletindo que vime, papel de seda e outros materiais orgânicos são as ferramentas suficientes para a criação dessas criaturas ainda desconhecidas.

Assim como as faces que vão nascer da imaginação de cada um, essa atividade também quebra a rotina das oficinas no Festival. A iniciativa integra o projeto “Sambada do Bananal” que une três oficinas com o mesmo propósito: resgatar um pouco da nossa brasilidade misturando várias artes como a confecção de máscaras, dos sons na M.P.Ba. – Música para Batucar e da interpretação, um dos instrumentos da oficina Brincante do Bananal.

Cortejo – O segredo? É a possibilidade dos participantes das três oficinas visitarem-se, interagindo e trocando experiências: como um “enredo” em que os resultados se fundem, complementa Alessandra. Então, os brincantes confeccionarão saias rodadas na oficina de máscaras, por exemplo. Um olhar sobre o teatro através da flexibilidade do brincante – aquele ator que toca, canta, dança e representa, é o que propõe a oficina Brincante do Bananal, ministrada pelos atores e pesquisadores Paula Carneiro, e Leo França.

O trabalho é um resgate da cultura popular do Recôncavo Baiano e da Zona da Mata Pernambucana, explicam os atores. Essas manifestações, criadas de forma livre e pessoal serão somadas às máscaras e ao maracatu da M.P.Ba integrando, na sexta-feira, dia 13, nas ruas de Antonina, a “sambada”, que significa cortejo ou festa, diz Paula.

O projeto é um sonho antigo, lembra Pedro Solak, ministrante da oficina M.P.Ba – Música para Batucar. “Há cinco anos participo dos festivais e tento fazer um trabalho integrado”, esclarece. “Normalmente as oficinas acabam se unindo no momento de mostrarem os resultados, mas a diferença é que fizemos essa união antes e já temos um direcionamento”, complementa Pedro. E a sintonia da artista, dos atores e do músico se completa também no palco: juntos, os ministrantes compõem o grupo de teatro “Calça, Camisa e Paletó”, que nesta segunda-feira, dia 9, encantou as crianças na rua, em frente ao Palco Principal.

Lá, eram todos brincantes, somando talentos para contar e viver a história do Severo. “Só falta Severo”, tema da peça que sugeria a espera por alguém. Mas o “Severo” esperado poderia não ter nome nem endereço, não importa. Ele mora na rua da alegria, no embalo do ritmo, na música que contagiou, no sorriso das crianças, pequenas, jovens e adultas que cantaram, dançaram e brincaram tomando conta do espetáculo.

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Oficina Brincante do Bananal
Foto: Giovana Ruaro

Fonte: Sônia Loyola

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