A observação é de Antonio Temporão, artista plástico de Curitiba. No Festival, Antonio fez a oficina de Curadoria. “A concepção de Arte mudou, aqui em Antonina, nas oficinas, o fazer artístico popular é um processo dinâmico e não estático. É a criação no presente com a representação real da vida de cada um”, completou o artista.
As atividades que mais impressionaram Antonio foram aquelas ligadas à arte-educação. “São várias possibilidades ofertadas para os artistas latentes, como no caso da oficina do mundo das massinhas”, lembrou. Mas a energia da Arte contagiou diversos espaços da cidade, desde as primeiras horas da manhã de sábado, dia 12. Os burburinhos tomaram conta do Theatro Municipal com as apresentações finais, outros resultados também estavam expostos nas praças Bino e Coronel Macedo, além dos trabalhos que podiam ser admirados no Mercado Municipal.
Vivências – “A experiência foi muito positiva, principalmente porque possibilitou a integração com outras pessoas”, disse a arte-educadora Maria Aparecida de Lima enquanto admirava sua aquarela no Mercado Municipal. No mesmo local, entusiasmadas também estavam as arte-educadoras Consuelo Calixto, Lurdes Terezinha Paglio e Leda Iwamura. Colegas de oficina, trabalharam “ As imagens de revista na escola”: aprendemos uma receita de motivação que pode ser aplicada tanto para crianças como em todos os níveis da educação”, concordaram. Aproveitando a oportunidade, ao lado, ainda podiam ser admiradas as paisagens de Antonina nos desenhos dos participantes.
Alegria – Já na Praça Bino , era um festival de crianças e artes ao sol de inverno da manhã. Enquanto os carrinhos alegóricos desfilavam, outras crianças apresentavam seus embalos de dança. “É a criatividade da gente”, refletiu convicta Isabella Guimarães Rocha, de 8 anos, participante da oficina de massinhas.
“Pode ser qualquer coisa ou coisa nenhuma, mas uma total possibilidade existe neste trabalho. Uma metáfora perfeita, o palhaço representa a vida, as interrogações a incerteza diante do futuro e o dadinho a sorte de cada um”, entendeu o artista plástico Antônio Temporão ao admirar o pequeno palco, fazendo parte de uma platéia imaginária. O autor da obra? “Sem dúvida um artista conceitual contemporâneo que despertou nesse Festival”, pensou alto Antonio.
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Fonte: ACS
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