Na manhã desta segunda-feira (27), integrantes do Diretório Acadêmico Nilo Cairo (Danc-UFPR), do curso de medicina, se reuniram com a Reitoria da Universidade para discutir o caso. Após a reunião, alunos e Reitoria comentaram a situação.
De acordo com o Reitor, professor Marcos Sunye, “a violência de gênero é um assunto muito sério na Universidade Federal do Paraná”.
“Nós temos tomado várias medidas no sentido de combater o assédio, de combater a violência, de combater o feminicídio. Isso é uma grande prioridade da nossa gestão. Todas as denúncias de assédio e de violência que nós temos recebido, nós temos dado sequência. Todas as medidas serão tomadas com seriedade, segurança e respeito aos procedimentos formais”, disse.
Dentre as medidas internas, a maior parte delas já adotadas, estão o encaminhamento da denúncia à Ouvidoria Geral e à Ouvidoria da Mulher, e a consequente instauração de investigação preliminar; a solicitação, pela Corregedoria, dos elementos documentais disponíveis; a ciência à unidade responsável pelo acolhimento e acompanhamento da comunidade universitária; a expedição de Ofício à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), relatando os fatos e solicitando apoio institucional; a articulação entre setores de segurança da UFPR, a Corregedoria e os órgãos estaduais de segurança pública, para compartilhamento de informações; e a adoção de providências de comunicação interna, com orientações à comunidade.
Por sua vez, após a reunião a diretoria do Danc destacou que, por meio do contato com a Universidade, conseguiram “alinhar diversos tópicos reforçando a segurança das mulheres” na UFPR. O grupo também alertou para a necessidade de cautela com informações que circulam pelas redes sociais, especialmente diante de especulações ainda não confirmadas, uma vez que os fatos ainda estão sendo investigados pela Polícia Civil.
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Segundo o diretório, a suspeita de que os envolvidos poderiam ser estudantes da instituição surgiu com base no relato que foi transmitido para a vítima. A esse respeito, a estudante Beatriz Vilas Boas enfatiza a todos que, “sobretudo, tenham muito cuidado com informações que possam estar circulando nas redes sociais. Porque o que o diretório repassou e o que chegou até a Reitoria foi de que haveria uma possibilidade desses caras serem da Universidade Federal do Paraná”. No entanto, ela salienta, não há confirmação oficial até o momento.
Ainda, o Danc ressalta o acolhimento da situação por parte da UFPR. “Nós contatamos [a Universidade] de imediato assim que nós recebemos essa suspeita, e em menos de 15 minutos eles nos ofereceram um suporte, conseguiram uma reunião com a gente, e da gente com a Ouvidoria da Mulher, e nós conseguimos alinhar diversos tópicos”, declarou Beatriz.
Por sua vez, a estudante Nicole Martins ressaltou que, por se tratar de um caso delicado e sigiloso, o Diretório não está ofertando entrevistas para a mídia. E, nesse mesmo direcionamento, ela pede as pessoas tomem cuidado com as informações que estão sendo divulgadas. “Sempre procurem fontes oficiais, sejam da universidade, sejam do diretório”, disse.
Já a aluna Inaê Suleiman realizou um apelo. “Se mais alguém tiver alguma informação, pode entrar em contato com a gente, pode entrar em contato com a Ouvidoria da Universidade, que todos estão muito abertos a acolher, seja dessa situação ou de alguma outra”, pontuou. “A UFPR tem toda uma rede de apoio que pode ser usada por todos nós”, concluiu.
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