A Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio da Coalizão Paraná pela Década do Oceano e do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), organizou dois eventos junto à COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), em parceria com a equipe de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do WWF-Brasil.
Os encontros, realizados no último dia 23 em Campo Grande (MS), discutiram conectividade entre ecossistemas, espécies sentinelas e integração entre ciência e políticas públicas no contexto global da biodiversidade. O principal objetivo das iniciativas foi fortalecer o tema “Uma Só Saúde” como estratégia de conservação para espécies migratórias.

A integração entre a saúde humana, a animal e a ambiental ganha ainda mais relevância no debate internacional diante de casos de emergências sanitárias associadas à fauna silvestre, desastres ambientais, uso desordenado do solo e mudanças e emergências climáticas.
“A abordagem ‘Uma Só Saúde’ é essencial para compreender e enfrentar desafios complexos que atravessam fronteiras ecológicas e políticas. Ao discutir espécies migratórias, estamos falando de conexões entre ecossistemas, países e pessoas. Levar esse debate para a COP é fortalecer a integração entre ciência, gestão e cooperação internacional”, afirma a professora Camila Domit, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos (PPGSISCO), do LEC e do Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de saúde de fauna marinha da UFPR.
Espécies migratórias, como aves, mamíferos, tartarugas marinhas e peixes, conectam continentes e oceanos e transportam sinais das mudanças ambientais e sanitárias ao longo de suas rotas. O monitoramento e a avaliação das populações podem sinalizar sobre diversas ameaças e riscos à saúde de todos os organismos.
Os eventos organizados em parceria com a UFPR contaram com a participação de especialistas de instituições como Ministério da Saúde, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Associação Brasileira de Saúde Única (Abrasuni), Instituto Impacto, Fundação Cethus e secretarias estaduais de saúde, com atuação em governança ambiental, conservação de espécies migratórias e vigilância de zoonoses.
A Convenção sobre Espécies Migratórias é um tratado ambiental internacional, no âmbito das Nações Unidas, que tem como finalidade a conservação de espécies que atravessam fronteiras nacionais e dependem da cooperação entre países para sua proteção ao longo de suas rotas migratórias.
A COP15 reuniu, de 22 e 29 de março, em Campo Grande, representantes de governos, sociedade civil, cientistas e organizações governamentais e não-governamentais de diversos países para definir compromissos, estratégias e diretrizes globais voltadas à conservação dessas espécies, de seus habitats e das relações ecológicas.
O Brasil – um dos países com maior biodiversidade do planeta e rota de diversas espécies migratórias – ocupa papel estratégico nas discussões sobre conservação e saúde ambiental em escala global.
Com informações dos organizadores dos eventos
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