A Universidade Federal do Paraná (UFPR) realiza, ao longo do mês de março, a sétima edição do Março das Mulheres, iniciativa que promove uma série de atividades voltadas à mobilização da comunidade acadêmica para refletir sobre equidade de gênero e enfrentamento às violências, incluindo a violência política de gênero.
Organizado pela Coordenadoria de Políticas Interseccionais para a Equidade de Gênero e Diversidade Sexual da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe/UFPR), em parceria com diferentes setores da universidade, o evento tem como tema, neste ano, “Mulheres no Poder: Experiências e Desafios”.
Segundo a coordenadora de Políticas Interseccionais para a Equidade de Gênero e Diversidade Sexual (CPIn/Proafe), Célia Ratusniak, a escolha do tema resulta de uma construção coletiva. A proposta é ampliar o debate sobre quem são as mulheres que ocupam cargos de decisão no serviço público, quais obstáculos enfrentam e quais estratégias constroem para atuar em espaços ainda marcados por machismo, sexismo e misoginia.
“Somado à complexidade que esse trabalho exige, temos que lidar com o retrabalho produzido pelo machismo, sexismo e misoginia”, afirma Célia, ao citar situações como a necessidade constante de justificar decisões, enfrentar questionamentos excessivos e lidar com interrupções e invalidações de argumentos.
A programação tem início no dia 2 de março, às 8h30, no Auditório Eny Caldeiras (Campus Rebouças), com uma mesa de abertura que reúne duas importantes lideranças acadêmicas: a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Joana Guimarães, e a professora Joana Célia Passos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A presença de Joana Guimarães na mesa de abertura reforça o debate sobre a ocupação de espaços de poder por mulheres e os desafios enfrentados na condução de instituições públicas de ensino superior.
Ao lado dela, Joana Célia Passos, pesquisadora reconhecida por sua atuação nas áreas de educação, relações étnico-raciais e políticas de inclusão, amplia a discussão ao articular gênero, raça e políticas institucionais. A mesa propõe, assim, um diálogo entre diferentes experiências e perspectivas sobre os desafios e as possibilidades de transformação nas universidades públicas.
A programação também conta com ações voltadas à saúde e ao bem-estar das servidoras. A Seção de Promoção à Saúde do Servidor (SEPROSS), em parceria com o Centro de Atenção à Saúde do Servidor (CASA 3), promove atividades focadas na promoção da saúde e na qualidade de vida no ambiente de trabalho. A iniciativa busca incentivar práticas de autocuidado, prevenção e atenção à saúde, reforçando a importância de políticas institucionais que valorizem o cuidado das mulheres que atuam na universidade. Para mais informações detalhadas, acesse aqui.
A gestão da UFPR tem implementado medidas estruturais para enfrentar desigualdades de gênero. Entre elas está a criação da Comissão para a Política Institucional de Enfrentamento ao Assédio e Violências, responsável pela elaboração da Resolução nº 11/25-COUn, que institui a Política Institucional de Prevenção e Enfrentamento às Violências. Também foi criada a Ouvidoria da Mulher, por meio da Resolução nº 13/2025 – Coplad, destinada ao acolhimento de manifestações e denúncias relacionadas à violência de gênero.
Em fevereiro, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) aprovou duas resoluções voltadas a estudantes mães: uma que regulamenta a Lei 14.925/24, ampliando prazos para conclusão de cursos de graduação e pós-graduação, e outra que institui a Política de Permanência para Estudantes Mães na UFPR, com foco em acolhimento, equidade e enfrentamento às múltiplas formas de discriminação relacionadas à maternidade.
Leia também:
A universidade também aderiu ao Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência de Gênero nas universidades, lançado pelo Conselho Nacional do Ministério Público, e iniciará a construção do Plano de Igualdade de Gênero da UFPR.
Célia destaca ainda a necessidade de ampliar a representatividade de mulheres negras, indígenas, com deficiência e mães. “Somos uma universidade que tem 113 anos e nunca tivemos uma reitora. Quando pensamos na condição das mulheres não brancas, a situação é muito mais preocupante”, afirma.
Além da mesa de abertura, o Março das Mulheres contará com diversas atividades:
Para Célia Ratusniak, o mês das mulheres “é um espaço de fortalecimento e criação de redes de trabalho e de afetos que nos fortalecem, e que objetivam criar um pacto entre homens e mulheres que assumem o compromisso com uma UFPR livre de violências”.
Acesse a programação completa clicando aqui.
Docentes aposentados da UFPR escolhem representantes no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão A partir do edital 01/2026 – CEE/CEPE a Universidade […]
O mesmo diagnóstico e o mesmo objetivo: o diploma da universidade. Essa é a história de três jovens alunos com deficiência da Universidade […]
O Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) recebe, no dia 30 de março, a Aula […]
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) informa, para os devidos fins, que, na tarde desta quarta-feira (25), foi […]