Retrospectiva | Com atuação intensa e eventos importantes, extensão e cultura tiveram grande papel na Universidade nesta temporada
Ao longo de 2025, ações e projetos de extensão e cultura ganharam grande destaque na Universidade Federal do Paraná (UFPR) por promoverem transformações sociais nos contextos em que estão inseridos. A cultura e a extensão, afinal, constituem elementos centrais da relação entre o que é desenvolvido na Universidade e a sociedade.
Ambas possuem funções sociais institucionalmente delimitadas. O papel da extensão está definido na Resolução nº 57/19 do Conselho de Pesquisa e Extensão da UFPR, que estabelece como princípio o “impacto e transformação social, que visa o estabelecimento de inter-relação entre a UFPR, sua comunidade e os demais segmentos da sociedade para uma atuação transformadora, contribuindo para a formação acadêmica, os interesses e necessidades sociais”. Esses pilares orientam os trabalhos desenvolvidos pela instituição no campo da extensão.
Na área da cultura, as diretrizes apresentam semelhanças e pontos de intersecção com a extensão. As ações culturais buscam colocar “em pauta temas que abordem a diversidade, a circulação e a difusão da educação, da pesquisa e do conhecimento na área da cultura”, o que sinaliza o espaço universitário como local de produção, reflexão e compartilhamento cultural.
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Um dos maiores eventos da UFPR é a Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe). No âmbito da programação, estudantes puderam apresentar os trabalhos extensionistas desenvolvidos na instituição. Houve apresentações individuais e rodas de conversa sobre diferentes temáticas abordadas pelos projetos de extensão. O espaço estimulou o debate entre os diversos programas e contribuiu para o surgimento de novas iniciativas, além de fortalecer o diálogo entre discentes e docentes.
Além da tradicional Siepe, um passo importante dado pela Universidade em 2025 foi a iniciativa de aproximar o ambiente acadêmico da comunidade externa, especialmente professores, especialistas e estudantes de escolas públicas. O projeto Conectando Saberes reúne oito cursos de pós-graduação das áreas de exatas, além de outros quatro projetos vinculados às áreas da saúde e dos direitos humanos. As iniciativas buscam garantir que o conhecimento científico produzido na universidade alcance o público externo, fortalecendo a integração da UFPR com a comunidade.
Outra ação de integração extensionista foi a participação da UFPR na Mostra de Ciência e Tecnologia do Paraná Faz Ciência, organizada pela Fundação Araucária e pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná. O evento, realizado na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, contou com a seleção de nove projetos para representar a UFPR. A mostra funciona como uma vitrine da divulgação científica no Paraná, reunindo trabalhos das principais universidades do estado.
Em 2025, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 35 anos. Levantamento interno indicou que 268 projetos de extensão da UFPR desenvolvem ações diretas ou indiretas relacionadas aos direitos de crianças e adolescentes, o que corresponde a 21% do total de projetos extensionistas. O número evidencia a relevância da extensão universitária e o papel social da instituição, especialmente junto a esse público.
O lado cultural teve datas e eventos importantes celebrados em 2025. Tradicionalmente, a Editora UFPR realiza o Feirão de Livros e a Feira do Livro. O Feirão do Livro foi em abril e a Feira do Livro em setembro, com o intuito de incentivar a leitura de livros no geral e a divulgação das editoras universitárias.
Seguindo as atividades do ano, houve a terceira edição das Oficinas Criativas na UFPR. São oficinas, ministradas por estudantes, abertas para toda a comunidade acadêmica. Na edição de 2025, os estudantes ministraram oficinas de música, pintura, publicação de livros, produção de conteúdo e arte circense. Em janeiro de 2026 haverá mais uma edição, que já está com inscrições abertas pelo link.
Os grupos artísticos da UFPR tiveram um ano movimentado de apresentações e homenagens a grandes artistas. O Grupo de MPB da UFPR produziu duas apresentações em homenagem ao compositor Humberto Teixeira, que foi parceiro de Luiz Gonzaga e grande figura da música popular brasileira. Foram os espetáculos “Doutor do Baião: um dedo de prosa” e “Doutor do Baião: Humberto Teixeira 110 anos”. Ambas as apresentações tiveram a direção musical de Vicente Ribeiro e procuraram homenagear o artista que não teve grande celebração de sua obra na grande mídia, segundo os organizadores.
Já a Companhia de Teatro da UFPR contou com a apresentação do espetáculo “Artéria Rara”. O espetáculo aprofundou as investigações sobre o corpo e o pertencimento a partir da ideia de trabalho, entendido não apenas como ofício, mas como um campo de tensão entre necessidade e sentido, sonho e urgência, ação e destino. A apresentação marcou o encerramento da trilogia “Pertencimento”, iniciada com “Asa Serpente” (2023) e “Arrebentação” (2024).
Além de “Artéria Rara’, a Companhia de Teatro da UFPR se apresentou durante o Festival de Curitiba, na Mostra Fringe. Na ocasião, em abril, foi apresentada a peça “Arrebentação”.
A Orquestra Filarmônica da UFPR teve um ano com apresentações homenageando artistas brasileiros e estrangeiros da música clássica. O Concerto de Abertura contou com apresentações de composições dos artistas Johan Strauss II e Maurice Ravel. Em julho, a orquestra apresentou o concerto “Serenatas, noturnos e outras músicas da noite”, com obras de Maurício Dottori, Mozart e Luigi Dallapicola. Houve também o concerto “Polônia, Mil Anos”, que homenageou compositores poloneses, como Fryderyk Chopin, Karol Szymanowski e Norbert Palej. E, fechando o ano, em novembro foi apresentado o concerto “Raízes e Ressonâncias”, que trouxe composições de Villa-Lobos, Francisco Braga e Luciano Berio, homenageando a trajetória dos três maestros.
No mês de outubro, o Coro da UFPR completou 67 anos de história. Este é um dos grupos de coral mais tradicionais do país. Foram apresentações memoráveis nestas seis décadas, com participação inclusive na missa celebrada pelo Papa João Paulo II em Curitiba em 1980. Ao longo do período, mais de 6 mil integrantes fizeram parte do grupo.
Sob a regência do maestro Sérgio Deslandes, em 2025 o grupo se apresentou no Teatro da Reitoria da UFPR, com um repertório que destaca a riqueza e a diversidade da música coral brasileira. Foram apresentadas obras de autores do século XVIII até o XXI, entre o repertório sacro e o profano.
Já em novembro, o Coro apresentou o concerto Compositores Eruditos Brasileiros. O espetáculo destacou a riqueza e a diversidade da música coral brasileira. A apresentação foi dividida em três partes: “O sagrado”, com músicas de inspiração religiosa; “Minha Aldeia”, com temas que lhe são caros; e Brasilidades, que traz uma viagem musical pelo Brasil.
Em julho, a Téssera Companhia de Dança da UFPR realizou a apresentação “Comedores de Lágrimas’. A obra propôs uma reflexão sobre os impactos do invidualismo e das agressividades nas relações humanas. E, em dezembro, o espetáculo “A Criada” ganhou espaço na Companhia. O espetáculo se baseia em reflexões geradas pela questão: servir o ser humano ainda é papel só da mulher? A Téssera também participou das ações do Natal de Curitiba, em parceria com a prefeitura. A companhia se apresentou em alusão ao aniversário de 113 anos da UFPR.
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A PalavrAção Cia de Teatro, criada em 1995, celebrou 30 anos. Ela foi criada através do professor Hugo Daniel Mengarelli, que foi vinculado ao Departamento de Artes da UFPR. Desde 2018, eles estão instalados, como projeto de extensão, junto ao Curso de Licenciatura em Artes da UFPR Litoral. Em sua história, a PalavrAção Cia de Teatro conta com 38 espetáculos montados. Neste ano, como forma de celebração, a Companhia teve uma semana inteira de atividades culturais e apresentações teatrais aberta à comunidade.
Com duas exposições, uma em Curitiba e outra em Paranaguá, o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR (MAE-UFPR) participou do evento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) chamado Primavera dos Museus. A exposição “Entre Conchas: modos de vida nos sambaquis” e a exposição “Terra em Trama” estiveram em sinergia com o tema do evento nacional: “Museus e Mudanças Climáticas”.
E o MAE também comemorou uma data importante neste ano, celebrando impressionantes 60 anos de idade. Conforme divulgado pelo espaço cultural, foram mais de 27.400 visitas neste ano, 21 eventos e atividades e 6 mostras e exposições inauguradas – inclusive a que celebra o aniversário do museu. A mostra dos 60 anos do espaço trouxe um recorte do acervo formado ao longo dessas seis décadas, reunindo documentos, fotografias, vídeos e peças museológicas que evidenciam os diferentes momentos da trajetória do Museu.
Exposições e eventos também marcaram o ano do Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná (MusA-UFPR), que apresentou uma programação pujante e alinhada aos debates contemporâneos do campo museológico. Em 2025, o museu participou da 23ª Semana Nacional de Museus, realizada em maio, cuja edição teve como tema “O Futuro dos Museus em comunidades em rápida transformação”.
Entre os destaques de sua programação, esteve a exposição Natureza Última. A mostra contou com uma programação especial de conversas públicas, nas quais o curador Emanuel Monteiro e os artistas expositores — pesquisadores e docentes do Departamento de Artes (DeArtes) da Universidade Federal do Paraná — dialogaram sobre suas pesquisas, processos de trabalho e projeções para o presente e o futuro dos museus.
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