O encontro aconteceu no Laboratório de Robótica Móvel, vinculado ao Instituto de Sistemas e Robótica da instituição portuguesa.
Os brasileiros José Augusto Soares Prado, 27, e Diego Resende Faria, 29, vivem desde 2006 em Coimbra, onde fazem o curso de Doutorado em Instrumentação e Robótica.
Ex-aluno do Mestrado em Informática da UFPR (2003-2005), no qual apresentou tese sobre ‘algoritmos probabilísticos’ sob a orientação do professor Jair Donadelli Jr., José Prado tem hoje como linha de pesquisa na Universidade de Coimbra a ‘percepção artificial’.
Prado explica que ‘percepção artificial’ consiste na extração de dados da visão computacional, e em fazer uma combinação inteligente com os dados dos sensores inerciais.
‘O robô, após o aprendizado, assim como uma criança, começa a estar apto a tomar decisões sozinho, baseado em sua própria percepção visual e inercial do ambiente que o rodeia’, afirma o pesquisador, que recebe uma bolsa do projeto BACS – Bayesian Approach for Cognitive Systems, com sede na Suíça e parcerias em diversos países europeus.
Já o tema do curso de doutorado de Diego Faria envolve a capacitação de um robô com habilidades para aprender a desenvolver tarefas realizadas por um ser humano.
‘Através de análise visual dos movimentos de um ser humano quando ele está executando alguma tarefa, o robô, utilizando uma aproximação probabilística (bayesiana) irá aprender e imitar o mesmo tipo de tarefa’, explica Faria. ‘Estou trabalhando com os sentidos visual e tato do robô.’
Bolsista da Fundação para a Ciência e Tecnologia do governo português —órgão equivalente à CAPES no Brasil—, Faria também está envolvido com o projeto BACS. Na UFPR, também concluiu o Mestrado em Ciência da Computação em 2005, na área de pesquisa de processamento de Imagens, sob orientação do professor Eduardo Parente Ribeiro
O tema de sua pesquisa na UFPR foi a biometria, com o reconhecimento de impressões digitais com baixo custo computacional para um sistema de controle de acesso. Na mesma época do mestrado, Diego também foi professor substituto do curso de Tecnologia em Informática da Escola Técnica da UFPR.
‘O nível do ensino superior no Brasil é muito bom e equivalente ao de Portugal. A única vantagem que vejo aqui é que devido Portugal estar na comunidade européia, com muito mais recursos financeiros para projetos de pesquisas e com mais opções de conferências em nossa área’, observa Diego Faria.
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Robô Segway RMP, cuja base foi comprada dos EUA, e se equilibra sobre duas rodas
Foto: Arquivo pessoal
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Fonte: Fernando César Oliveira
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