Todos os anos o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná – assim como os demais setores e unidades da Instituição – recebe recursos do Governo Federal para sua manutenção e ampliação. É destes recursos, provenientes do Orçamento de Custeio da UFPR, que saem também as verbas para a aquisição de novos materiais bibliográficos, imprenscindíveis para o atendimento aos alunos, professores e pesquisadores de toda a universidade. O material inclui livros e periódicos em papel e também livros e títulos de periódicos no meio eletrônico e está disponível tanto à comunidade interna, quanto à externa, no Portal do SIB (www.portal.ufpr.br).
Com a realização do vestibular e a matrícula de novos alunos, é feito sempre um reenvestimento em livros. Só no ano de 2007 foram adquiridos pelo SIB 15.552 exemplares de livros em papel; 2.614 títulos de períodicos em papel; 15 títulos de periódicos eletrônicos e 7.560 livros eletrônicos para complementar o acervo que já atende a mais de 33 mil alunos matriculados nos cursos de graduação, pós-graduação e ensino médio profissionalizante, além de professores e pesquisadores.
“Nossos levantamentos de 2007 nos indicam que crescemos 46% em relação ao número de alunos matriculados”, comenta Ligia Setenareski, diretora do SIB. “Isto quando a nossa proposta de ação para aquele ano era a de ampliar e atualizar o acervo numa média de 10% em relação ao número de novos matriculados. Se os mesmos dados forem colocados no nosso acervo geral, chegamos aos 4%, número que parece pequeno, mas que, para bibliotecas como as do nosso sistema, representa um grande ganho.”
O SIB é composto por 15 bibliotecas situadas nos vários campi da UFPR, três delas fora de Curitiba. Tudo que é comprado para supri-las segue a Lei 8.666/93, do Governo Federal, mais conhecida como a Lei das Licitações. Lei que regulamenta tanto as compras feitas no Brasil, quanto àquelas feitas no exterior. No SIB, há vários títulos estrangeiros. Um deles, o Zoological Record, sozinho custa por ano para a biblioteca o equivalente a R$ 34 mil, sendo usado por todos os alunos, professores e pesquisadores das áreas de Agrárias e Biologia, além dos integrantes do CEM – o Centro de Estudos do Mar.
“O Zoological é uma base de dados que – assim como as outras que temos – traz tudo aquilo o que foi publicado durante o ano nos periódicos estrangeiros”, esclarece Lígia. “Serve principalmente para a atualização dos nossos pesquisadores, uma vez que é atualizado por materiais de pesquisadores do mundo todo. Ou seja – em temos de material bibliográfico – nossa pesquisa anda paralela à pesquisa dos demais países. Por isso custa tão caro.” A diretora explica que o preço de cada um dos materiais adquiridos – seja no Brasil ou no exterior – varia de acordo com o tipo: eletrônico ou em papel, e com a área a qual é relacionado. Assim, livros na área da Educação costumam custar um pouco menos, já livros complexos na área da Medicina podem ir de R$ 300,00 a R$ 1 mil o exemplar em papel.
Para fazer as aquisições de bibliografia, o Sistema de Bibliotecas segue as solicitações de listagens enviadas – via sistema – pelos professores dos diferentes Setores da universidade. São livros e periódicos que estão incluídos, geralmente, em projetos já fechados de pesquisa. “Destas listas, vemos o que pode ser comprado no mercado interno via licitação e o que deve ser comprado no mercado externo, seja porque só é vendido lá fora, seja para baratear os custos com a compra direta das editoras de origem”, esclarece Lígia. “Todos os procedimentos seguem a Lei das Licitações, que inclusive aborda a questão da compra direta com as editoras, dispensando a necessidade da licitação. Geralmente a lista dos professores acaba sendo maior que o nosso orçamento e é preciso adaptá-la, reduzindo o número de exemplares solicitados ou mesmo deixando de fora alguns títulos menos prioritários. É sempre difícil acompanhar a velocidade da produção editorial e as necessidades de nossos professores e pesquisadores. Por isso é tão caro manter a pesquisa no País, porém fundamental para o seu desenvolvimento.”
Para o pagamento das compras no exterior, as editoras mandam uma pré-fatura. A partir dela é feita todo o processo de importação – de acordo com o que estipula a Lei das Licitações – e, no momento do pagamento, ao invés de emitir uma ordem bancária no exterior, que teria um custo de 75 dólares, ou emitir um cheque na moeda, o que custaria cerca de 100 dólares, é utilizado o cartão de débito – corporativo – que não gera quaisquer outros custos para a UFPR.
“É interessante esclarecer que o cartão de crédito do SIB é um cartão internacional e diferente do cartão corporativo utilizado por servidores para suprimento de fundos”, enfatiza Lígia. “Nós precisamos comprar de acordo com um planejamento e não em casos emergenciais ou de aulas de campo, como acontece com os demais cartões. Mas o controle é o mesmo. Cada despesa é acompanhada pela DCF – Contabilidade Geral da UFPR, unidade da PROPLAN – Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças da Universidade e ainda é fiscalizada pelo TCU – Tribunal de Contas da União, que não possui nenhuma anotação de problema com o SIB desde 1994 quando foi iniciado o uso do cartão internacional.”
Nos últimos três anos, em despesas já auditadas pelo TCU, o SIB investiu em material bibliográfico o equivalente a R$ 1.070.658,23 (2006); R$ 1.176.635,66 (2007) e R$ 1.066.888,67 (2007), num total de R$ 3.314.182,56. Deste total, cerca de R$ 500 mil em compras de material no exterior. “Usamos o cartão por uma questão de segurança nas transações e, principalmente, para gerar economia, que é reinvestida em novos exemplares para o SIB, atendendo a toda a comunidade acadêmica”, finaliza Ligia Setenareski.
Sobre a servidora – Lígia Setenareski é servidora pública na UFPR desde 1992. É diretora do SIB – Sistema de Bibliotecas da Universidade desde 1998 (gestão do reitor Carlos Roberto Antunes dos Santos) e está em seu terceiro mandato frente ao Sistema (sua indicação é feita por consulta aos servidores que atuam nas 15 bibliotecas da Universidade e aceita, nas últimas três gestões da UFPR, pelos reitores – incluindo os dois mandatos do atual reitor Carlos Moreira Júnior). No período de 30/07/06 a 30/07/07 esteve afastada da Universidade em licença sem vencimentos para acompanhar o cônjuge ao exterior, também professor da UFPR e que efetivou pós-doutorado. No período, foi substituída ‘pró-tempore’ pela servidora Lilia Bittar Neves, responsável pelo encaminhamento dos procedimentos administrativos constantes no planejamento da unidade para o período, inclusive, aquisições feitas pelo cartão internacional.
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Fonte: Vivian de Albuquerque e Patricia Favorito Dorfman
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