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REUNI é avaliado na UFPR

31 agosto, 2007
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O segundo tema debatido pelos representantes das entidades de base da UFPR – APUFPR, Sinditest e DCE, representantes do COUN e da Administração Superior, na reunião específica do dia 30 de agosto, foi o REUNI – Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais.

Entre 26 e 29 de julho desse ano aconteceu o 1º Seminário Nacional do REUNI e a partir dele várias discussões nas universidades federais e na ANDIFES – Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior foram feitas para compreender e formular os projetos de adesão.

Na UFPR reuniões com os diretores de Setor já foram conduzidas junto com representantes da Administração Central, levando a essa reunião específica com representantes das entidades de base para ampliar a informação e compreensão da proposta feita pelo Governo Federal para auxiliar as universidades federais nos programas de reestruturação e expansão.

Para o reitor Carlos Moreira Júnior o REUNI é uma resposta ao desafio que os reitores das IFES fizeram ao Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva no primeiro ano de mandato, em que as universidades federais queriam expandir e precisavam da contrapartida do Governo Federal para lhes dar suporte no projeto de educação superior pública. ‘Temos, atualmente, um Ministro da Educação que possui grande apoio do Presidente da República. A proposta do REUNI garante as instituições federais de ensino superior que aderirem ao plano 20% de aumento em seu orçamento global e outros R$ 2 bilhões em cinco anos a serem divididos entre as instituições que se proporem a alcançar as metas’, esclarece.

Metas – Os recursos propostos pelo MEC por meio do REUNI buscam a reestruturação e ampliação das instituições federais de ensino superior. As metas propostas pelo MEC para que os recursos cheguem as instituições são, basicamente, a conquista de 90% de diplomação dos estudantes e a atuação de um professor para cada 18 alunos da universidade. Metas que devem ser alcançadas em cinco anos e que garantirão, então, os 20% do aumento no orçamento global e recursos dos R$ 2 bilhões destinados ao programa.

Segundo o pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças, professor Paulo Tetuo Yamamoto, 20% sobre o orçamento da UFPR representam cerca de novos R$ 100 milhões a serem investidos integralmente na instituição. Mas, para darem conta das metas, as IFES, por meio da ANDIFES, solicitaram ao MEC que uma parte dos recursos fossem investidos já, para dar suporte as ações propostas. ‘Assim, já estão garantidos dos R$ 2 bilhões, R$ 21 milhões para a UFPR entre 2007/2008, se a instituição aderir ao programa’, explica o pró-reitor.

Reitoria – O reitor lembra que a UFPR é das IFES a mais adiantada em programas que buscam alcançar metas de excelência, como as propostas pelo Governo Federal no REUNI. ‘Com as políticas afirmativas – cotas para negros e alunos de escola pública e o PROVAR, já alcançamos os melhores índices entre as universidades federais. Diplomamos 74% dos nossos estudantes e temos uma relação aluno/professor de 14 para um. Nos falta muito pouco para atender as expectativas do REUNI’, afirma. Lembrando que as metas alcançadas pela UFPR foram feitas sem os investimentos iniciais propostos pelo REUNI – R$ 21 milhões imediatos. ‘O que nos falta é mais investimento em cursos noturnos. Sabemos que alguns cursos já tem boa parte de seus alunos no noturno, mas em compensação, outros ainda não têm nem propostas para esse turno’, enfatiza o reitor. ‘Sabemos que os Setores já estão pensando nas propostas, como o Setor de Tecnologia com cursos de Engenharia noturnos. Teremos que avaliar a especificidade de cada área e buscar soluções.’

Proposta – O MEC colocou como data limite para que as IFES façam adesão ao REUNI esse ano o dia 28 de outubro, com o protocolo da proposta da instituição no Ministério. Para as entidades de base esse tempo é muito curto para ampliar a discussão. Para a professora Arislete Dantas de Aquino, presidente da APUFPR – Associação dos Professores da UFPR, é importante que a comunidade acadêmica discuta amplamente a questão do REUNI. ‘Que esse debate aberto pela Administração possa ser ampliado com as entidades. As questões do REUNI ainda não estão bem claras e precisamos ouvir opiniões a favor e contra, para termos uma postura crítica em relação ao programa’, afirmou. Para os representantes do DCE os estudantes também exxergam de forma negativa essa pressa do Governo Federal, entre outras dúvidas levantadas ao longo da discussão. ‘Nós estamos fechando uma avaliação dos estudantes sobre o REUNI, mas precisavamos dos dados que foram colocados hoje aqui sobre diplomação e professor/aluno para uma avaliação mais profunda’, esclareceu Érico Ticianel, coordenador geral do DCE e aluno do curso de Administração.

Para a pró-reitora de Graduação, Rosana de Albuquerque Sá Brito, é antiga a luta pela expansão e consolidação do ensino público. ‘Tivemos muitas reduções na contratações de professores e a última expansão vivida pelas universidades federais foi no governo do presidente Collor, em 1990, quando houve ampliação de 10% dos discentes, sem nenhuma contrapartida de recursos financeiros ou de professores. Acredito que podemos não ter um documento formal sobre a nossa antiga luta pela expansão do ensino público, mas tenho certeza que temos a proposta no coletivo. Os professores sabem o que querem, pois essa luta é antiga e não acredito que nos falta discutir mais. Vejo no REUNI a oportunidade de realizamos muito dessa luta’, confirmou.

Para o diretor do Setor de Tecnologia, Mauro Lacerda, estão dando a universidade pública a oportunidade de rediscutir o que temos. ‘Estão nos convidando para melhorar o que temos e nos dando dinheiro para isso. E quem está fazendo isso é de fora da acadêmia. O que nos pedem é uma obviedade tão grande, não é nada mais do que a nossa obrigação.’

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Foto: Izabel Liviski

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Fonte: Patricia Favorito Dorfman

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