A delegação – formada pelo ministro da Ciência, Pesquisa e Cultura do Estado da Baviera Thomas Goppel, o reitor da Universidade de Erlangen-Nürnberg Karl – Dieter Grüske, a professora titular da Cátedra de Germanística Mechthild Habermann, o diretor do Jardim Botânico da Uni Erlangen Donat –Peter Häder e o representante econômico do Estado da Baviera no Brasil Matias Langewellpott – veio à UFPR para apresentar os objetivos do novo “Centro Bávaro Latino-Americano de Cooperação Acadêmica”.
Atualmente, a UFPR possui 15 acordos com instituições alemãs de ensino superior, seis dos quais com a Baviera e um deles com a própria Uni Erlangen na área da Administração. Uma nova possibilidade apresentada durante a visita por Antonio Mangrich, presidente da Sociedade Brasileira de Química e professor da UFPR, foi a de desenvolver uma parceria também neste setor, a exemplo de um projeto na área de xisto já desenvolvido em cooperação com a Universidade de Karlsrühe.
“É um grande prazer recebê-los aqui num momento especial, quando a nossa universidade se abre para a internacionalização”, disse o reitor da UFPR. “Já temos muitos laços com a Alemanha, mas ainda queremos fazer muitas coisas juntos.”
Proposta muito bem recebida pelo ministro Thomas Goppel que afirmou ser natural o interesse da Alemanha no Brasil uma vez que os dois países têm raízes comuns e profundamente marcadas pelo cristianismo. “Estamos interessados não apenas no desenvolvimento científico, mas no desenvolvimento humano”, comentou.
“Já temos acordos com 26 países, o que queremos intensificar com a criação do novo Centro”, complementou o reitor da Uni Erlangen. “E isso não só com a nossa universidade, mas com todas as 12 universidades da Baviera. Ficamos como a sede porque nossa universidade, atualmente, é a que mais concentra acordos de cooperação com a América Latina.”
“Os atentados de 11 de setembro nos mostraram que devemos nos voltar para outras regiões do mundo que não só os Estados Unidos”, lembrou Moreira Júnior. “Especialmente a Europa, a Ásia, a África e a América Latina. A UFPR já teve muitos convênios com universidades americanas que foram praticamente sepultados dada a dificuldade dos estudantes em conseguir o visto americano. Hoje, cada vez mais vemos nossos alunos viajando para países como a França e a Alemanha. Precisamos dar ênfase principalmente à graduação. Atualmente temos cerca de 250 estudantes indo para o exterior todos os anos. Queremos chegar a 1 mil. A troca com as universidades da Baviera será sempre muito bem vinda.”
Participaram da visita ao Gabinete o professor Paulo Soethe, um dos responsáveis pelos contatos da UFPR com a Alemanha e o professor Antonio Carlos Gondim, assessor de Relações Internacionais da Reitoria, que aproveitou a ocasião para convidar a delegação para participar, no próximo dia 17, da inauguração do novo Centro Brasil – Alemanha na UFPR.
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Fonte: Vivian de Albuquerque
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