O antoninense Cainã Alves, hoje com 19 anos, nasceu com o Festival de Inverno e participa desde sua 7º edição. “Comecei com oficinas de artes, e de música a partir da 10º edição”, relembra ele, que já foi integrante da Filarmônica Antoninense, e hoje cursa produção sonora na UFPR. Ele é um exemplo de uma geração que nasceu e cresceu com o Festival, tendo a vida alterada pelo evento. Cainã diz que as oficinas o ajudaram a passar na prova específica de música do vestibular.
O Festival de Inverno faz parte da vida dos Antoninenses desde 1991. Sua programação cultural influenciou uma geração que, como Cainã, cresceu freqüentando as oficinas e espetáculos. A principio as crianças não faziam parte da programação, o festival era focado apenas em adolescentes, jovens e adultos. Os cursos não podiam ser realizados mas porque as crianças ainda estavam em aula. “A partir da segunda edição, o festival foi redirecionado, incluindo as crianças em um projeto educativo com sustentabilidade”, afirma Eduardo Nascimento, um dos idealizadores do Festival.
Cainã acredita que as oficinas trazem um crescimento profissional, independente da bagagem de conhecimento prévio que o participante carrega. “Cada ano que passa, o festival melhora, cada um é diferente do outro, é único”, diz ele. Soraya Valente e Rui Graciano (filho de Belarmino e Gabriela), cantores regionais e defensores da cultura popular, vão além e dizem que o festival criou uma consciência nas pessoas locais. Agora esperam uma crescente valorização da cultura regional por parte da universidade.
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Cainã Alves: “cada ano que passa, o festival melhora, cada um é diferente do outro, é único”
Foto: Manuela Salazar
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Fonte: Mário Messagi Jr e Juliana Blume (Oficina Caranguejo)
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