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UFPR quer aperfeiçoar método para avaliar seus cursos

28 maio, 2010
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Para tanto, os alunos e professores presentes tomaram conhecimento do protótipo de avaliação criado dentro da UFPR e colocado em prática no final do ano passado. Nesta nova metodologia, a participação dos docentes é uma das novidades. ‘Agora, além do aluno, pedimos também a opinião do professor, que é parte integrante do processo e precisa ser ouvido’, analisa a pedagoga Anna Jungbluth, participante da comissão que articula a nova forma de avaliação.

Outra mudança da nova metodologia é que o questionário aplicado procura avaliar os cursos como um todo, com questões que dizem respeito inclusive à infraestrutura. ‘Não avaliamos mais as disciplinas isoladamente, como antes. O questionário é mais amplo, não fala apenas do que acontece dentro da sala de aula. Avaliamos bibliotecas, acústica e projeto pedagógico, por exemplo’, continua Anna.

O novo modelo de avaliação foi aplicado, em uma primeira fase, em 26 das 91 opções de curso de graduação e educação profissional da UFPR. Cerca de 8,6 mil, dos 26,6 mil alunos participaram da avaliação, além de um pouco mais de mil professores.

A comissão que elaborou o protótipo foi constituída em fevereiro do ano passado, com a participação de professores e estudantes de diversos setores, sob a organização da Coordenação de Políticas Institucionais de Ensino (Copaie), ligada à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Desde então, a comissão passou a pensar uma metodologia que avaliasse o conjunto de infraestrutura, política pedagógica, organização e a chamada ‘responsabilidade compartilhada’ (o índice de envolvimento dos alunos e professores), abrangendo toda a comunidade acadêmica.

O protótipo foi colocado no ar nos meses de novembro e dezembro. Cerca de 20% dos alunos aptos a participar da avaliação responderam ao questionário na internet. O percentual de professores se aproximou disso e girou em torno de 23%.

Embora os dados ainda não tenham sido inteiramente computados (havia questões discursivas, que levam tempo extra para terem os resultados agrupados), o professor Mauro José Belli, do curso de Gestão da Informação, que desenvolveu a nova plataforma, já identifica melhorias a serem feitas.

‘O que percebemos, é que esse processo de avaliação continuou centralizado, de cima para baixo’, explica. Por conta disso, uma nova plataforma já está sendo pensada, que dê mais flexibilidade aos questionários e faça da avaliação algo permanente.

‘A Universidade é muito ampla. Um padrão apenas de avaliação não atende as necessidades de todos os setores. Por isso, precisamos da participação dos coordenadores, para que a avaliação seja processada pela comunidade, e não algo centralizado’, aponta. ‘Também não podemos restringir a avaliação a apenas um período. Impô-la a alunos e professores naquele espaço de tempo. O ideal é que ela seja algo diário, rotineiro’, teoriza Belli. Segundo ele, num futuro próximo, o processo deve envolver também os técnicos administrativos da universidade.

Para tanto, o protótipo aplicado inicialmente em 26 cursos deve ser estendido para toda a universidade ainda no segundo semestre, a fim de identificar outras necessárias mudanças no modelo de avaliação.

Foto(s) relacionada(s):


Novo modelo de avalição começou a ser pensado em fevereiro de 2009, mas já prevê melhorias
Foto: Rodrigo Juste Duarte

Fonte: Sandoval Matheus (estagiário), sob orientação de Fernando César Oliveira

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