O evento aconteceu no Auditório da PROGEPE – Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas. Desde 2005, quando ocorreu o primeiro encontro da série, a iniciativa tem se repetido anualmente.
Um dos palestrantes, o promotor de Justiça Marcos Bittencourt Fowler, do Centro de Apoio de Promotorias das Garantias Constitucionais, falou sobre a experiência dos assistentes sociais no Ministério Público.
‘No início, há mais de 15 anos, foi uma experiência traumática trabalhar com uma equipe multiprofissional, o que é pouco comum na área do direito’, observou Fowler. ‘Mas passei a enxergar que, para exercer a função de promotor, eu não poderia trabalhar individualmente.’
O promotor de Justiça observou que existe uma tendência dos profissionais de se fechar em suas respectivas áreas. ‘Cada profissional tende a criar o seu departamento, a sua barricada, o que dificulta, e muito, a comunicação’, avaliou. ‘Essa compartimentação é muito própria das instituições, e torna quase impossível o trabalho conjunto.’
Marcos Fowler citou ainda outras dificuldades no relacionamento entre profissionais de diferentes categorias, entre elas as barreiras de linguagem, que muda conforme a área de atuação.
‘Precisamos criar uma linguagem comum, um mínimo de acordo semântico, para que tenhamos uma integração mais rica’, defendeu o integrante do MP. ‘Para termos uma interação continuada, precisamos ter abertura ao diálogo, definir metas em conjunto e constituir equipes de trabalho descentralizadas.’
Hoje, mais de 50 assistentes sociais trabalham na UFPR. A maioria deles (38) estão lotados no Hospital de Clínicas, onde atendem pacientes e suas famílias, através de ações relacionadas à prevenção e promoção da saúde, na perspectiva da garantia dos direitos sociais.
A PROGEPE mantém em seu quadro sete assistentes sociais. A UFPR Litoral, cinco. Há ainda profissionais lotados no Escritório Modelo de Direito e em outras pró-reitorias.
Homenagem
Na abertura do 4º Encontro dos Assistentes Sociais da UFPR, a reitora em exercício Márcia Helena Mendonça foi homenageada com uma placa pelos organizadores do evento, pela sua participação e apoio nas atividades relacionadas ao Serviço Social.
‘O assistente social constrói a diferença no dia a dia, insurge-se contra qualquer forma de arbitrariedade e injustiça’, afirmou Márcia. ‘Numa sociedade consumista e individualista, o assistente social é quem se coloca à disposição do outro, o que é muito raro.’
Também estiveram presentes à abertura Giovani Loddo, diretor-geral do Hospital de Clínicas da UFPR, a vereadora Roseli Isidoro e o pró-reitor Carlos Alberto Pereira do Rosário (Gestão de Pessoas).
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Fonte: Fernando César Oliveira
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