Encontro faz parte de uma série de reuniões voltadas à negociação de demandas apresentadas pelos servidores
Na tarde de segunda-feira (27), representantes da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se reuniram com técnicos administrativos em educação (TAEs) para tratar de temas ligados à infraestrutura e ao projeto Casa. Em greve desde 3 de março, os servidores participam de uma série de encontros com a gestão para discutir reivindicações e buscar encaminhamentos.
Ao todo, foram apresentadas 11 pautas. Dentre elas, estão a infraestrutura do projeto Casa, desvio de função, criação de uma política integrada de saúde, manutenção das unidades e implantação de prontuário eletrônico, entre outras.
Problemas estruturais já apontados nas Casas 1, 3 e 4 voltaram à discussão, com destaque para a urgência da Casa 3. Um vídeo apresentou propostas de integração entre as unidades, que hoje têm recursos desiguais e espaços considerados inadequados. As unidades são administradas por diferentes áreas da universidade.
O professor Mário Messagi, chefe de gabinete da Vice-Reitoria, destacou a importância de um plano de integração e elogiou a proposta construída com participação de especialistas e técnicos. Já o professor Marco André Argenta informou que a nova sede da Casa 3 está em planejamento, com inauguração prevista entre julho e agosto. No segundo semestre, estão previstos o planejamento e a reforma da Casa 4 e da Seção de Atenção e Promoção da Saúde (Saps), no Setor Litoral.
A reunião abordou o combate ao assédio, especialmente nas áreas de saúde. A coordenadora da Caiss, Jéssica Alline Pereira Rodrigues, afirmou que a universidade promove ações de conscientização: “Por vezes, o assediador não entende que aquilo é assédio, e quem é assediado também pode não se reconhecer nessa situação. Por isso, é necessário capacitar e divulgar os canais de denúncia”.
Por sua vez, a representante do comando de greve e assistente social da Pró-Reitoria de Pertencimento e Políticas de Permanência Estudantil (P4e), Taynara Patriarcha, destacou que o assédio moral está diretamente relacionado à saúde do trabalhador. Segundo ela, ações pontuais são insuficientes para enfrentar o problema de forma estrutural. Em resposta, a universidade afirmou que denúncias fundamentadas têm sido encaminhadas e que medidas são adotadas sempre que casos são identificados.
Também foram discutidos o prontuário eletrônico, ainda em estudo, e a possível ampliação do atendimento via SUS. Servidores da Saps no Setor Litoral relataram dificuldades na compra de insumos, e a Reitoria informou que avaliará mudanças para reduzir intervalos entre aquisições.
Representantes do comando de greve e do Sinditest apontaram falta de encaminhamentos concretos e cobraram prazos. O comando solicitou respostas sobre serviços de saúde, sistema Casa e condições de trabalho, incluindo conforto térmico, acústico e ergonômico.
A Reitoria informou, por meio do professor Mario Messagi, que ainda será definida a forma de elaboração da política integrada, incluindo o instrumento a ser adotado, como resolução, instrução normativa ou política institucional. Sobre o projeto Casa, destacou a continuidade dos trabalhos com participação dos servidores.
A situação de materiais da Saps será avaliada com a Proad, buscando aprimorar os processos de compra. Também haverá discussões com o setor de TI sobre o prontuário eletrônico, além da análise de vagas não preenchidas na área da saúde e de ações mais efetivas contra o assédio moral.
A Reitoria e o comando de greve seguem com um calendário semanal de encontros para dar continuidade às negociações e encaminhamentos das demandas. Confira o calendário completo.
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