A Reitoria da UFPR recebeu, no dia 15 de maio passado, de forma oficial a carta de reivindicações com 10 demandas do DCE. Apresentamos nossas respostas e reafirmamos, desde já, nossa disposição ao diálogo construtivo e respeitoso.
1. A garantia de acesso da gestão do DCE ao prédio do DCE, a transparência e a participação estudantil no acompanhamento das obras de reforma do prédio até sua finalização e revitalização integral, com prazo de 3 meses, visando também a preservação dos documentos históricos do movimento estudantil que lá se encontram;
O prédio do DCE foi fechado pela gestão anterior à nossa por problemas de infraestrutura. A atual gestão priorizou iniciar a reforma do complexo pela CEUC (Casa da Estudante Universitária), que estava em situação emergencial e que serve como moradia para 80 estudantes. A reforma da CEUC já está em andamento. Tal reforma irá eventualmente se estender a todo complexo, entretanto, é necessário primeiro finalizar a CEUC. Quanto aos documentos do DCE, é possível sim garantir meios de preservar a memória da entidade.
2. O compromisso da reitoria e das direções de setor em relação à autonomia dos espaços dos centros e diretórios acadêmicos para a permanência plena de todas as entidades de representação estudantil;
A reitoria reitera seu compromisso em manter os espaços das entidades, e reafirma que nunca cogitou a retirada dos espaços dos centros acadêmicos contra a vontade dos estudantes. E inclusive já nos comprometemos a fazer um planejamento de maneira coletiva do uso dos espaços da UFPR. Em breve haverá nova consulta aberta a toda a comunidade na Plataforma Participa UFPR.
3. A valorização dos espaços já existentes das entidades e daquelas que ainda não tem, destinando verbas para o melhoramento ou criação dos espaços físicos do CA’s;
A revisão dos planos diretores dos campi contemplará a participação dos servidores e discentes pela Plataforma Participa UFPR, quanto ao debate e estabelecimento de diretrizes e prioridades de acordo com a disponibilização orçamentária. Além disso, centros acadêmicos que precisem de reformas ou melhorias estruturais podem, como já estão fazendo, entrar no orçamento participativo. Dessas duas maneiras principais, podemos paulatinamente melhorar os espaços das entidades estudantis.
4. A manutenção e reforma necessária dos espaços físicos existentes na universidade e a retomada dos projetos já desenvolvidos e pagos pela universidade, como a construção de um espaço unificado do SACOD e o RU do Setor Rebouças
A manutenção e reforma necessária dos espaços físicos existentes na universidade tem efetivamente caminhado desde a restruturação das unidades responsáveis por projetos e manutenção da UFPR, que hoje estão alocadas dentro da PROPLAD e da SULOG. Ocorre que há restrição orçamentária severa para custeio das obras e reformas necessárias, e a priorização das obras que estão nos espaços físicos dos setores têm sido indicada por seus respectivos diretores. Especificamente, a questão do Sacod está sendo discutida com a direção deste setor, mas sabemos desde já que o projeto original elaborado em 2012 tem um custo muito elevado. Portanto, uma alternativa mais condizente com o princípio da economicidade pública está sendo estudada junto com o setor. Quanto ao RU do Rebouças, reforçamos que os estudantes daquele campus usam o Restaurante Universitário da UTFPR.
5. A aceleração da investigação e punição do grupo criminoso que planejava e apostava violentar estudantes da universidade;
Primeiramente é importante dizer que houve acolhimento das estudantes no dia do ocorrido pela Ouvidoria da Mulher – instância criada em dezembro último que visa acolher e encaminhar denúncias relacionadas à violência de gênero. A denúncia recebida está sob investigação preliminar na Corregedoria da UFPR. A responsabilidade penal dos eventuais criminosos compete à Polícia Civil, especificamente à Delegacia da Mulher, sob responsabilidade da delegada Janaína Garcia, a quem já dirigimos pedidos de informação.
6. Investigação e punição à professores e alunos da UFPR que possuem denúncias de violência de gênero que se encontram paralisados na ouvidoria da universidade;
Não há denúncias paradas na Ouvidoria. Será anunciado no início da próxima semana o Observatório de Violência de Gênero na UFPR, que dentre outras atribuições, terá um portal de transparência anonimizado com o andamento das denúncias na universidade.
7. Melhoramento da iluminação dos campus Politécnico, Botânico e SEPT, realocação do ponto do intercampi no Botânico e criação de ponto próximo ao prédio do DEF;
A iluminação já foi melhorada no Centro Politécnico e Botânico. No Botânico, o problema maior é com a iluminação externa e já solicitamos melhorias para a Prefeitura de Curitiba. Para a realocação do ponto do intercampi no Botânico será necessária uma reunião com a Prefeitura de Curitiba (para aproximar mais o ponto da entrada do campus) ou a mudança do portão de acesso ao campus (com alargamento do mesmo). Já a criação de ponto próximo ao prédio do DEF está sendo estudada pela CENTRAN, a maior dificuldade é o fato de que se trata de uma rua sem saída e não há espaço suficiente para giro do ônibus.
8. Criação de espaços de acolhimento e segurança para as vítimas de assédio na universidade, aplicando oficinas de letramento de gênero e raça aos servidores da universidade.
Já temos três projetos que cuidam do acolhimento em funcionamento, que são:
O Programa Acolhe (Proafe): Atua de forma centralizada no recebimento de denúncias e no suporte a estudantes e servidores que enfrentam situações de violência, assédio ou discriminação. O objetivo é garantir um ambiente acadêmico seguro e inclusivo, dando encaminhamento institucional e suporte humanizado a cada caso.
Rede de Acolhimento Estudantil: Uma iniciativa criada recentemente para acompanhar de perto a saúde mental e a permanência dos estudantes, enucleada na P4E. Ela funciona como uma malha de proteção que conecta os setores da universidade para identificar precocemente demandas de vulnerabilidade e oferecer suporte psicopedagógico e social.
Ouvidoria da Mulher: Ouvidoria criada em dezembro de 2025 – anexa à Ouvidoria Geral – especificamente para o atendimento de mulheres (estudantes, professoras e técnicas) vítimas de violência. Espaço de acolhimento, escuta qualificada e encaminhamento dessas denúncias.
A Proafe realiza ações de letramento de raça e gênero. As ações podem ser consultadas na página da pró-reitoria: https://proafe.ufpr.br/. E a PROGEPE estabeleceu como parte do período de estágio probatório de servidores, cursos obrigatórios em letramento de raça, gênero, entre outros.
9. A não criminalização de nenhum estudante envolvido na ocupação do prédio do DCE e reconhecimento da legitimidade do movimento estudantil
Nenhum estudante será criminalizado e reconhecemos a legitimidade do movimento estudantil. Reiteramos, porém, que as condições estruturais do prédio põem em risco a permanência de pessoas dentro dele.
10. Prioridade de investimento de recursos para a criação da nova moradia estudantil em Curitiba; a expansão da Maloca (moradia estudantil indígena) para os campi avançado (Em especial Matinhos e Toledo); criação de um projeto concreto de moradia estudantil na UFPR Litoral, com vagas fixas e flexíveis no período de temporada.
Moradia estudantil é uma das prioridades da atual gestão da reitoria UFPR. Desde o início de 2025, estamos negociando a cessão de prédio do governo federal para este fim na cidade de Curitiba. O antigo prédio do Ministério da Saúde, próximo da Biblioteca Pública do Paraná, está em tratativa avançada. Esperamos a formalização da cessão para começar a elaboração do projeto de reforma. Para a moradia estudantil do litoral, temos estudado alternativas junto com a direção do setor. Até o momento, não há opção economicamente viável para a Universidade.
Por fim, sugerimos a criação de uma comissão de negociação com o Movimento Estudantil para que os pontos aqui elencados sejam discutidos com maior profundidade.
Saudações Universitárias.
Marcos Sunye e Camila Fachin
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