Livro Sibila ficou em 1º lugar no 5º Concurso Nacional do Livro Tátil do Instituto Benjamin Constant
A obra Sibila, escrita por Marilza Conceição e ilustrada pela pós-doutoranda Mari Ines Piekas e pelo professor do departamento de Design da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Naotake Fukushima, foi vencedora do 5º Concurso Nacional do Livro Tátil, do Instituto Benjamin Constant (IBC). A competição recebeu trabalhos de todo o país e os vencedores representarão o Brasil no concurso internacional “Typhlo & Tactus”, da instituição francesa Les Doigts qui Rêvent (LDQR) em 2026.
O livro se destacou, de acordo com a organização, pela força poética do texto e pela inovação gráfica e tátil das ilustrações. Sibila foi originalmente publicado em 2018 por Marilza Conceição. Ele conta a história de uma cobra de pano que habita o armário de uma sala de aula.
A obra desperta no público sentimentos de amizade, imaginação e descoberta, importantes na formação infantil. Agora em formato tátil, teve a concepção visual desenvolvida por Mari Ines Piekas e Naotake Fukushima, tornando a obra em uma experiência tátil que alia poesia e delicadeza ao público de baixa visão.
“Acreditamos que a literatura tátil amplia horizontes. Ela cria pontes entre o texto, a imagem e o tato, permitindo que crianças e jovens com deficiência visual tenham acesso a histórias que emocionam e inspiram”, destacam Mari Ines Piekas e Naotake Fukushima.
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Para o professor Naotake, o prêmio valoriza o acesso de pessoas cegas a um universo literário que, quando disponível, está apenas em braille. “À medida que a pessoa cega aprende a desenhar, ela se familiariza com o código de transposição do tridimensional para o bidimensional, ampliando sua capacidade de compreensão e apreciação da ilustração e, consequentemente, seu contato com a literatura infantil, foco central deste projeto”, completa.
O professor Naotake Fukushima é designer e ilustrador, trabalhando em sua pesquisa a construção das imagens e relevos que dão forma ao livro tátil. A sua atuação acadêmica se dá nas áreas de design editorial, processos de criação, sustentabilidade e design de serviços. A pós-doutoranda Mari Ines é artista visual, ilustradora e pesquisadora nas áreas de ilustração, gravura e acessibilidade cultural. Ela investiga formas de tornar o ensino do desenho acessível a pessoas com deficiência visual.
Naotake ressalta que no curso de design já há uma tradição em se estudar e trabalhar com a acessibilidade, com vários projetos em andamento. “Em função do perfil do corpo docente, o curso tem apresentado diversas iniciativas voltadas à inclusão. Embora os desafios sejam significativos, entendemos que cada contribuição integra um esforço coletivo mais amplo”, afirma.
Fundado em 1854, no Rio de Janeiro, o IBC é referência nacional em educação, produção de materiais acessíveis e inclusão de pessoas com deficiência visual. O Concurso Nacional do Livro Tátil é uma das principais iniciativas da instituição para fomentar a criação e a circulação de obras acessíveis em todo o país. O IBC é uma instituição federal da administração direta, vinculada ao Ministério da Educação e especializada na educação e atendimento de pessoas cegas e com baixa visão.
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