É o que pensa a pró-reitora de Extensão e Cultura Sandra Regina Kirchner Guimarães, que está assumindo a coordenação nacional da área temática de Educação na Diretoria do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras.
O Encontro Nacional dos Pró-Reitores de Extensão, realizado no início do mês, definiu que é urgente avançar na construção e adequação de indicadores quantitativos e qualitativos que possam distinguir a produção gerada pela Extensão Universitária. A pró-reitora comentou que o Encontro foi bastante feliz, por aproveitar o momento e trazer a Curitiba a professora Maria Inês Gomes de Sá Pestana, diretora de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Maria Inês declarou que existe hoje uma demanda da parte do MEC no sentido de classificar e registrar os produtos acadêmicos de Extensão Universitária, no Censo da Educação Superior. “Naturalmente, esse tipo de registro das ações de Extensão dará maior visibilidade e reconhecimento para a área”, afirma Sandra.
Sandra explica que atualmente a Plataforma Integrada para Gestão das IFES – PingIFES apresenta apenas duas tabelas que comportam o registro de algumas ações de extensão, por isso existe um movimento nacional para que todas as ações de extensão sejam registradas nessa plataforma. Para Sandra, caso isto venha a ocorrer a situação da UFPR é bastante confortável, dada a sua alta participação na área da extensão: “Nossa universidade tem respondido a quase totalidade dos editais lançados pelos diferentes ministérios”, afirma.
A pró-reitora cita que um exemplo de ação importante é o Projeto Rondon, iniciativa em que a PROEC busca a participação dos estudantes não apenas nas operações do Norte/Nordeste, mas também nas ações voltadas para o Vale do Ribeira, região do Paraná com IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – dos mais baixos do Brasil e que localiza-se em área geográfica de atuação da UFPR, definida nas Instituições de Ensino Superior do Estado. “É uma outra concepção do Projeto Rondon. Hoje, a partir da discussão com o Fórum de Pró-Reitores de Extensão, o Ministério da Defesa incentiva o trabalho dos Rondonistas como uma ação que deve ter continuidade”, explica a professora, lembrando que este é apenas um exemplo das muitas ações de extensão que atendem a demanda de inúmeras comunidades, milhares de pessoas que são beneficiadas com melhoria na qualidade de suas vidas.
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Fonte: Leticia Hoshiguti
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