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Pesquisas do Núcleo de Psicologia do Trânsito são apresentadas em seminário especial na UFPR

26 abril, 2007
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O encontro – aberto à sociedade em geral e à comunidade interessada em conhecer melhor as ações atualmente implementadas em Curitiba para a segurança no trânsito – reuniu integrantes de vários órgãos como o IPPUC, a URBS, o BPTran, Diretran, ONG Criança Segura, DER, DETRAN, entre outros.

Abrindo o seminário, o representante do IPPUC José Álvaro Twardowski abordou a questão dos modelos de planejamento do sistema viário, falando sobre o Plano Diretor de Curitiba e a sua adaptação ao Código Brasileiro de Trânsito. Segundo ele, “o trânsito tem uma organização muito complexa que depende da integração perfeita entre os vários órgãos envolvidos – IPPUC, URBS, secretarias de Obras e Urbanismo, DETRAN. Principalmente quando se leva em conta que temos 4.736.966 quilômetros de vias públicas abertas, uma distância equivalente à distância entre o Chuí e Aracajú.”

Em sua apresentação, Twardowski trouxe ainda vários outros números de interesse dos participantes. Segundo os levantamentos, a frota de Curitiba cresce numa média de 6,6% ao ano. Em 1980, eram registrados 1.024.975 habitantes e 22,11 veículos para cada 100 deles. Numa previsão para julho de 2007, o índice deve atingir os 54,50 carros para cada 100 pessoas numa população total de 1.825.009 habitantes.

Uma das organizadoras do seminário e coordenadora do NPT, a professora Iara Thielen aproveitou para falar sobre as pesquisas realizadas pelo Núcleo da UFPR, um dos dois existentes nas universidades brasileiras – o outro é o da UFSC. “Nós não apenas desenvolvemos pesquisas específicas como também temos uma articulação com os diferentes segmentos que trabalham a questão do trânsito”, explicou. “Como universidade, dialogamos com as esferas municipal, estadual e federal.”

O NPT abriga dois grandes projetos de extensão focalizados na questão da intervenção. Intitulado “Transformando o Trânsito”, o primeiro deles trabalha desde 2001 com os calouros da própria universidade. “Nós vamos às turmas e, num período de duas horas, aplicamos um jogo”, conta a professora. “A partir de como os participantes se comportam, organizamos um debate sobre o trânsito. Ou seja, o jogo funciona como uma metáfora do que acontece no dia-a-dia. O objetivo é mudar o fenômeno do trânsito, fazendo com que as idéias e iniciativas partam dos próprios alunos. Queremos que eles percebam que cada um, com seu esforço individual, pode mudar a coletividade. Que o trânsito é um processo que deve ser compartilhado e não disputado.”

O segundo programa é o Ciclovida que pretende promover o uso da bicicleta nos mais diversos segmentos, enfatizando questões como os benefícios à saúde, ao transporte, ao desenvolvimento sustentável, à preservação dos mananciais, entre tantos outros.

PESQUISAS – Além dos projetos, o NPT também sedia várias pesquisas. Uma delas tenta investigar, na opinião das pessoas, o que é ser um bom motorista sob as mais diferentes perspectivas – ciclistas, motoristas de ônibus, motoristas de táxi. “O que temos encontrado e quem tem nos surpreendido é a constatação de que existem dois padrões diferentes de julgamento: um para julgar o próprio comportamento – no qual as pessoas são bem mais condescendentes – e outro para julgar o comportamento dos outros – onde aí sim entram as leis e a crítica. Nossa idéia é cobrir toda a gama de ‘personagens’ do trânsito.”

NACIONAL – Para novembro, o Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR organiza outro grande encontro que deverá reunir em Curitiba diversos especialistas, estudiosos e pesquisadores do tema. Trata-se do 7º Congresso Brasileiro de Psicologia do Trânsito. “O que queremos é aproveitar o ano em que se comemora os dez anos do Código Brasileiro de Trânsito e estimular as discussões sobre o assunto”, finaliza Iara Thielen.

O telefone do NPT na UFPR é o 3310-2725.

Foto(s) relacionada(s):


José Álvaro Twardowski, do IPPUC, fala sobre o Plano Diretor de Curitiba e os números do trânsito
Foto: Izabel Liviski

Fonte: Vivian de Albuquerque

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