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Palestras foram o diferencial na UFPR: Cursos e Profissões

18 agosto, 2008
00:00
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O psicólogo já se forma também psicanalista? Como é o exame da OAB para os recém-formados em Direito? Basta gostar de escrever para fazer jornalismo? O curso de Ciência da Computação é a mesma coisa que Sistemas de Computação? Estas e outras centenas de questões são respondidas num âmbito que só a UFPR: Cursos e Profissões propicia: nas palestras ministradas por professores, coordenadores de curso e profissionais do mercado que são convidados a palestrar no evento.

Estudantes atentos não apenas ouvem o que os professores têm a falar sobre o curso, quando fazem a mais variada gama de perguntas típicas da pouca idade que têm e ávidos por tomar a decisão certa na hora H de decidir em qual curso se candidatar. Hoje é o último dia da Feira e nos três dias, novamente, os visitantes contaram com nada menos do que 105 palestras sobre cursos e seis sobre o Vestibular 2009, as cotas sociais e raciais, a expansão de vagas propiciadas com os novos cursos aprovados pelo Programa REUNI.

É para conscientizar mais os estudantes que as palestras acontecem. Neste domingo, palestras como Arquitetura e Engenharia Química tiveram salas lotadas e no auditório, igualmente lotado com quase 400 pessoas, mais estudantes interessados em ver a palestra de Medicina. Aqueles que assistem as palestras conseguem ter minimamente informações para caminhos como “É este o curso que eu quero fazer” ou “Definitivamente não é para mim” ou ainda “Talvez seja, vou me informar mais”.

Muitos dos palestrantes preferem focar suas falas na conscientização dos estudantes para a realidade do curso. Aqueles que ouviram o professor André Guedes de Ciência da Computação, por exemplo, já saíram sabendo que envolve muita matemática, é uma formação considerada “dura, pesada”, em que a graduação é de quatro anos no papel, mas acaba sendo de cinco, para muitos, na prática. E que o curso exige muito do aluno, mas que, em contrapartida, forma profissionais valorizados no mercado, cuja amplitude de formação é maior que cursos como Tecnologia de Informação, Sistemas de Informação ou Engenharia da Computação. “Vai fazer jornalismo porque gosta de viajar?”, exemplificou a jornalista Michele Thomé a aconselhar que se for essa a idéia, não é uma boa razão, pois jornalistas nunca chegam muito antes para se ambientar quando viajam para coberturas jornalísticas.

Mas se o curso escolhido apesar de tudo não foi o melhor para o estudante, os palestrantes têm sido unânimes em aconselhar que nunca é tarde para recomeçar, optar por outra formação, mesmo depois de ter cursado algum tempo. “Tô cheio de dúvidas. O que vou fazer com essa profissão?”, exemplifica o professor Valdo Cavalet, que deu palestra sobre o Vestibular 2009 na UFPR: Cursos e Profissões. Ele tranqüiliza os estudantes, analisando que o mundo muda, a profissão hoje que está em alta no mercado pode estar em baixa daqui a cinco, seis anos, quando o aluno se formar. Por isso, aconselha, o melhor é ouvir a própria consciência”.

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Palestras atrairam grande número de estudantes.
Foto: Izabel Liviski

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Fonte: Leticia Hoshiguti

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