Canal integra política institucional de prevenção às violências e amplia mecanismos de acolhimento, orientação e encaminhamento de denúncias dentro da UFPR
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) tem uma nova iniciativa de enfrentamento às violências de gênero. Trata-se da Ouvidoria da Mulher, uma seção da Ouvidoria Geral que tem foco no atendimento especializado a mulheres vítimas de discriminação ou violência dentro da instituição.
A Ouvidoria da Mulher foi criada a partir da Resolução nº 13/2025 do Conselho de Planejamento e Administração (Coplad). Entre suas atribuições, está o recebimento de manifestações, a orientação e acolhimento das vítimas e a fomentação de campanhas de sensibilização e capacitação sobre o enfrentamento à violência de gênero.
A iniciativa é fruto da Política Institucional de Prevenção e Enfrentamento às Violências, instituída pela UFPR em maio do ano passado e que motivou a criação de uma seção da Ouvidoria Geral voltada exclusivamente para estes casos. Além disso, a ação vai ao encontro do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência de Gênero nas Universidades, lançado ao final de 2025 pelo Conselho Nacional do Ministério Público.
De acordo com a ouvidora da Mulher, professora Tirzhá Dantas, somente em 2025 a universidade recebeu cerca de 20 denúncias de assédio sexual ou violência contra mulher pelo canal Fala.BR, a Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do Governo Federal.
“Imaginamos que, infelizmente, estes números sejam maiores. Portanto, temos um conjunto consistente de evidências que apoiam a necessidade de criação da Ouvidoria da Mulher”, ressalta Tirzhá. “A violência de gênero nas universidades federais é um problema estrutural – ainda que muitas vezes invisibilizado – que compromete tanto o direito à educação quanto a garantia de um ambiente de trabalho seguro e saudável”.
A professora também afirma que a própria organização hierárquica das instituições dificulta denúncias e favorece a impunidade, o que motiva ainda mais o estabelecimento de uma rede de enfrentamento à violência de gênero articulada com as demais instâncias institucionais competentes para a apuração e a responsabilização.
“A criação da Ouvidoria da Mulher não depende apenas de números, mas do reconhecimento de que precisamos de políticas institucionais claras, mecanismos de acolhimento adequados e uma cultura de cuidado. É dessa forma que podemos assegurar que nossas universidades sejam espaços verdadeiramente seguros e inclusivos para todas”, explica.
A Ouvidoria da Mulher está em funcionamento desde seu lançamento, na Sessão Solene do aniversário de 113 anos da UFPR. Ela é destinada a qualquer servidora, estudante e trabalhadora terceirizada que, no exercício da sua função no ambiente da UFPR, venha a sofrer violência de gênero.
Toda manifestação, reclamação e denúncia de fato ocorrido no âmbito do executivo federal deve ser sempre formalizado pela plataforma Fala.BR. Nos casos que envolvem ou são motivados por questões de gênero, como violências, discriminações ou assédios direcionados a mulheres, a Ouvidoria Geral da UFPR encaminha a manifestação à Ouvidoria da Mulher.
A Ouvidoria da Mulher realiza o acompanhamento próximo do caso, com escuta qualificada, acolhimento, orientação especializada e articulação com instâncias responsáveis pela apuração. Sempre que necessário, a rede de proteção às vítimas também será acionada.
“Nos casos de assédio ou violência de gênero, é muito comum que a vítima ou a testemunha não saiba como agir de imediato. Assim, é importante ressaltar que a vítima ou testemunha pode, antes de formalizar a denúncia, procurar a Ouvidora da Mulher para orientação”, destaca Tirzhá Dantas.
O atendimento da Ouvidoria da Mulher é feito pelo e-mail ouvidoriadamulher@ufpr.br.
Para formalização de denúncias, o canal é a plataforma Fala.BR.
A Ouvidoria da Mulher teve sua identidade visual desenvolvida por Mônica Hansen, designer e egressa da UFPR do curso de Desenho Industrial, com habilitação em programação visual. O coração da identidade são três figuras humanas estilizadas que, juntas, representam os pilares da atuação da Ouvidoria da Mulher.
“O processo criativo, foi especialmente significativo para mim, como ex-aluna da UFPR”, afirma. “Meu desafio no desenvolvimento da identidade foi traduzir em um símbolo a essência de um órgão tão importante. A Ouvidoria da Mulher precisava ser percebida como um espaço de acolhimento, mas também de força e transformação, por isso a identidade visual não poderia ser passiva”.
Os pilares da ouvidoria são “Vigilância, Coragem e Ação”. Cada uma das três figuras humanas no símbolo representa um pilar, e segundo Mônica, elas não estão sozinhas, mas de mãos dadas, formando a “ciranda de ação”.

“A ideia é: a vigilância inspira a coragem, que culmina na ação. É um coletivo em movimento, que se apoia e avança junto”, explica a designer.
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