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NPDEAS desenvolve processo que transforma resíduos urbanos em eletricidade

09 dezembro, 2016
11:50
Por Lais Murakami
Ciência e Tecnologia
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No sistema de incineração de resíduos sólidos, microalgas são utilizadas para tratar os gases poluentes causados pela queima e o calor do incinerador é transmitido para um gerador que produz energia elétrica. Foto: Marcos Solivan

O Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Energia Autossustentável (NPDEAS), localizado no Centro Politécnico, apresentou ao reitor, Zaki Akel Sobrinho, e ao vice-reitor, Rogério Andrade Mullianri, nesta quinta-feira (8), sua proposta para tratamento dos resíduos sólidos urbanos.

Atualmente esse lixo é destinado para aterros sanitários, porém essa atitude resulta no desperdício do potencial energético desse material. Por esse motivo, o NPDEAS propõe uma maneira para reutilizar esses detritos, por meio de um tratamento térmico.

A ação consiste em submeter os resíduos a efeitos de alta temperatura. O equipamento utilizado no processo apresenta um trocador de calor que aproveita a energia térmica, gerando vapor que será direcionado a uma termoelétrica, dessa forma, o calor originado servirá para a produção de eletricidade.

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A geração de resíduos é um problema para o planeta, atualmente cada brasileiro produz, por dia, mais do que um quilo de resíduos e 387 quilos por ano. Foto: Marcos Solivan.

O NPDEAS desenvolveu uma coluna de troca gasosa de fixação de emissões ricas em gases tóxicos como dióxido de carbono, monóxido de carbono, dióxido de súlfur e dióxido de nitrogênio. As microalgas existentes no equipamento captam esses elementos e promovem o tratamento da emissão. Além desse processo, as máquinas que contêm as microalgas também fazem tratamento de esgoto e de resíduos agroindustriais. Dessa forma, matérias altamente insalubres como efluentes da suinocultura (fezes e urina de porcos) servem como fonte de nutrientes para os micro-organismos, que ao final do processo produzem biomassa de microalgas e água tratada.

De acordo com o professor do Departamento de Energia Elétrica, André Bellin Mariano, a água produzida é reciclada no processo ou enviada para a destinação ambiental adequada. Já a biomassa de microalgas está sendo utilizada na UFPR para pesquisas com biodiesel, bioetanol, ração de frango e de peixe, entre outras.

Para a bióloga e gestora ambiental responsável pela Divisão de Gestão Ambiental (DGA), Regina Zanelatto, esse processo é muito importante, pois além de dar uma destinação sustentável para esses detritos, contribui para a diminuição de gastos financeiros da universidade. “Esse sistema permitirá a incineração de carcaças de animais, por exemplo, matéria que possui um custo muito elevado para se dar outra finalidade ambientalmente correta”, explica.

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