
Bumba Meu Boi – Anjos da Guarda
Texto de leitura rápida: O Grupo Anjos da Guarda foi criado em 1995, em Maringá, e difunde o Bumba Meu Boi por meio de apresentações, oficinas, ações educativas e ciclos rituais como o nascimento, o batismo e a morte do Boi. Em 2022, foi registrado como Bem Imaterial de Maringá.
O Grupo Anjos da Guarda é um grupo cultural de Bumba Meu Boi que atua em Maringá, no Paraná, desde 1995. Sua importância para o MAFRO está em mostrar como uma manifestação tradicional da cultura afro-brasileira continua viva, sendo preservada e recriada fora de seu local de origem mais conhecido, o Maranhão.
O Bumba Meu Boi é uma celebração que reúne música, dança, teatro, percussão, figurinos, bordados e personagens. Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, ele representa histórias, saberes e formas de convivência transmitidas entre gerações. Em Maringá, o Grupo Anjos da Guarda mantém essa tradição por meio de apresentações, oficinas, ensaios e atividades educativas.
A trajetória do grupo começou em um projeto social da antiga Guarda Mirim de Maringá, que oferecia atividades culturais para crianças no contraturno escolar. Com o tempo, muitas dessas crianças cresceram e continuaram ligadas ao grupo, transformando a iniciativa em uma comunidade cultural que existe até hoje. Essa continuidade demonstra a importância do Bumba Meu Boi como espaço de aprendizado, convivência e fortalecimento de vínculos comunitários.

Breve resumo: O Grupo Anjos da Guarda é um grupo de Bumba Meu Boi de Maringá que, desde 1995, preserva e divulga uma importante tradição da cultura afro-brasileira. Além das apresentações, realiza oficinas, atividades educativas e ações comunitárias voltadas à valorização da cultura negra. Reconhecido como Bem Imaterial de Maringá, o grupo mantém viva uma manifestação cultural baseada na memória, na educação, na arte e na transmissão de saberes entre gerações.
O trabalho do grupo vai além das apresentações artísticas. O Anjos da Guarda desenvolve oficinas de bordado, percussão e confecção de instrumentos, além de realizar ações educativas sobre História e Cultura Afro-Brasileira em escolas, universidades e espaços comunitários.
Dessa forma, contribui para a valorização da cultura negra e para a preservação de conhecimentos tradicionais. Outra característica importante é o ciclo ritual do Bumba Meu Boi, marcado por momentos como o nascimento, o batismo e a morte do boi. Essas celebrações representam os ciclos da vida e reforçam valores como união, memória, renovação e pertencimento. Para os integrantes do grupo, manter essa tradição significa fortalecer a identidade cultural e preservar uma herança coletiva.

Em 2022, o Grupo Anjos da Guarda foi reconhecido como Bem Imaterial de Maringá, em razão de sua contribuição para a cultura popular e para a comunidade local. O grupo também integra a Casa Luanda, espaço que reúne outras manifestações afro-brasileiras, como capoeira e maracatu, formando uma rede de preservação e valorização da cultura negra na cidade.
Para o MAFRO, o Grupo Anjos da Guarda é um exemplo de patrimônio cultural vivo. Sua história mostra que a cultura afro-brasileira não está presente apenas em museus, mas também nas festas, nos cantos, nos instrumentos, nos bordados, nas oficinas e nas relações construídas dentro das comunidades. Ao manter o Bumba Meu Boi ativo por quase três décadas, o grupo fortalece a memória, a identidade e a presença da cultura negra no Paraná.




Referências:
INSTITUTO CULTURAL INGÁ. Grupo Folclórico Anjos da Guarda promove ritual de “Morte do Boi”. Maringá, 2024.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão. Brasília: IPHAN, 2011.
MARTINEZ, Cristiano Monteiro. Anjos da Guarda, grupo folclórico de Maringá, se prepara para novo ciclo do Boi. O Maringá, Maringá, 18 fev. 2025.
UNESCO. Cultural Complex of Bumba-meu-boi from Maranhão. Intangible Cultural Heritage, 2019.
