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Mestrado da UFPR analisa a aceitação do Programa Luz das Letras na alfabetização de adultos

30 abril, 2007
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Lançado há cerca de seis anos, o Programa Luz das Letras – desenvolvido pela COPEL – Companhia Paranaense de Energia Elétrica foi o tema de pesquisa de uma dissertação de mestrado elaborada pela aluna Márcia Baiersdorf Araújo do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná. O objetivo foi verificar como a segunda versão do programa – que deve ser lançada oficialmente em pouco tempo – vem sendo aceita pelos adultos que passam pelo processo de alfabetização com o uso do software.

Todo o trabalho durou cerca de dois anos, período em que a mestranda analisou pontos como a recepção dos adultos ao material, considerando fatores subjetivos como a condição de analfabetismo e a própria questão da exclusão digital. Foram pesquisados quatro alunos com idade média de 57 anos.

“A primeira conclusão a que cheguei foi que não é o material em si que alfabetiza e sim a forma como a escola incorpora a tecnologia a sua proposta alfabetizadora. No caso dos alunos pesquisados, eles entenderam a importância do acesso à informática e viram que era possível interagir com o computador sem precisar esperar sempre pela interferência do professor.”

Márcia explica que o software não é uma ferramenta milagrosa e que as interações com os ambientes de aprendizagem, a turma e os professores ainda são fundamentais para o sucesso na alfabetização. “Esta prática com os alunos me permitiu ver ainda novas possibilidades de aperfeiçoamento do programa. Algo que o torne mais aberto à ação dos usuários e que não seja apenas reativo.”

Segundo a mestranda, na história da alfabetização de adultos sempre houve muitos projetos pilotos e campanhas considerados revolucionários, mas muitas vezes sem continuidade efetiva. O Luz das Letras torna-se mais tentador uma vez que trabalha também a questão do acesso, da inclusão. “A tecnologia não exclui práticas anteriores, mas exige uma interação entre o antigo e o novo”, comenta. “O interessante foi constatar que não há resistência por parte dos alunos ao uso do computador. O contato com o meio informático revelou-se um fator mobilizador para o conhecimento da escrita entre os adultos. As dificuldades demonstradas nas situações de aprendizagem estiveram mais relacionadas à própria condição de analfabetismo e às expectativas geradas nos educandos pela experiência de uma alfabetização tardia.”

SOBRE A SEGUNDA FASE DO PROGRAMA – A primeira fase do programa foi coordenada pela COPEL. A segunda, que deve ser entregue agora em maio, contou com a participação da Secretaria Estadual de Educação. Além de mestranda da UFPR, Márcia também foi chamada para participar da equipe de elaboração das atividades de educação propostas pelo software. Foi assim que o tema passou a ser também o seu objeto de pesquisa.

O Programa visa o público jovem e adulto com mais de 15 anos e não alfabetizado. A aprendizagem da leitura e da escrita é contextualizada no software a partir de textos que pretendem atingir as histórias de vida dos alfabetizandos adultos. No momento do laboratório o professor deixa de ser o ator principal e passa a monitorar e orientar a relação do aluno com a máquina. Um dos alunos comenta suas expectativas “Se formasse de novo a sala lá (laboratório) era bom. Eu falava: pessoal vamos embora. Vamos caminhar para frente”.

Fonte: Vivian de Albuquerque

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