A UFPR, em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz, realizou testes que constataram uma resistência onze vezes maior de alguns mosquitos da dengue em relação a mosquitos criados em laboratórios norte-americanos. O estudo aponta o uso em excesso de veneno como provocador dessa resistência.
O estudo foi realizado no laboratório da Pós-Graduação em Entomologia, do Departamento de Zoologia da Universidade, em parceria com os departamentos de Química e Farmácia. Foram doze profissionais, entre doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica, sob coordenação do professor Mário Navarro, trabalhando no projeto.
Navarro destaca a importância da capacitação que o laboratório proporciona. “Não só este, mas todos os outros estudos do laboratório ajudam a capacitar novos profissionais para dar continuidade às pesquisas na área”, conta. A pesquisa também é uma parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e com a Secretaria de Saúde do Estado.
Sobre o estudo, o professor explica que quando se aplica um inseticida em determinado ambiente, apenas os sensíveis ao veneno morrem, porém, quando o mesmo produto é usado exagerada ou prolongadamente os mosquitos mais resistentes, que sobreviveram, se reproduzem e se tornam maioria. Isso prova que a melhor maneira de prevenir a doença ainda é eliminar focos de água parada.
“A constatação mais importante é a apontar se os produtos que estão sendo utilizados estão atingindo a eficácia desejada no combate ao vetor ou não”, finaliza Navarro.
Marina Pilato, sob orientação de Lais Murakami
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