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Equipe da UFPR no projeto Rondon viaja ao Pará

26 janeiro, 2009
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Ao lado de outras 19 equipes, eles participam da operação Centro-Norte do projeto Rondon, promovido pelo Ministério da Defesa em parceria com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação.

Fazem parte da equipe da universidade os professores Daniel Canavese de Oliveira e Andréa Espínola, ambos da UFPR Litoral, e os alunos de graduação Camila Navarette (Turismo), Eduardo Giacomini (Medicina), Letícia Albuquerque (Gestão e Empreendendorismo), Paula Ramalho (Gestão Ambiental), Renato Dombroski (Arquitetura) e Sílvia Bonfada (Gestão e Empreendendorismo).

É a sétima participação da UFPR desde que o projeto Rondon foi reativado pelo governo federal, em 2005. O projeto envolve atividades voluntárias de universitários e busca aproximar esses estudantes da realidade do país, além de contribuir para o desenvolvimento de comunidades carentes.

‘Esse espírito colaborativo, essa disponibilização voluntária precisa ser valorizada, pois nem sempre essas qualidades são bem compreendidas pelos estudantes universitários’, disse a pró-reitora Elenice Novak (Extensão e Cultura), antes do embarque do grupo. ‘Vocês irão absorver uma cultura regional rica e que atravessa gerações.’

O coordenador de Extensão, José Manoel Gândara, solicitou que, após retornar da região amazônica, a equipe promova um seminário sobre a experiência. ‘É importante resgatar o valor dessa experiência, que vocês mostrem o que viram e o que aprenderam lá.’

Proposta de trabalho

Situada à margem direita do rio Amazonas, próximo à divisa entre os Estados do Pará e do Amazonas, a cidade de Juruti, com cerca de 38 mil habitantes, fica a 848 km de Belém. Para chegar lá, a equipe da UFPR pegaria uma lancha em Santarém, num trajeto que deve durar quatro horas.

A equipe da UFPR pretende realizar oito oficinas em Juruti, nas áreas de meio ambiente, plano diretor, artesanato, saúde, turismo e elaboração de projetos. O público-alvo das oficinas é formado por professores de ensino fundamental e médio, estudantes, pescadores, agentes comunitários de saúde, servidores públicos e a comunidade em geral.

Uma das oficinas, por exemplo, irá capacitar a população local para elaborar peças de artesanato a partir da escama de peixes. O retorno da equipe da UFPR está marcado para 8 de fevereiro.

‘Para nós é um grande prazer oportunizar aos estudantes esse tipo de experiência’, diz a professora Andréa. ‘É um aprendizado de vida, a gente aprende mais do que ensina’, afirma a estudante Camila.

Sobre o marechal Rondon

Originalmente criado em 1967, o projeto Rondon realiza atividades de cidadania, bem-estar, desenvolvimento local, sustentável e gestão pública. Seu nome é uma homenagem ao marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958).

Graduado em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais, Rondon dirigiu a construção de linhas telegráficas nas regiões Centro-Oeste e Norte do País, ao longo das quais fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e linguisticos. Também foi presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios.

Em 1956, o então Estado de Guaporé passou a ser chamado de Rondônia, em homenagem ao marechal, um de seus desbravadores.

Foto(s) relacionada(s):


A equipe da UFPR que participará do projeto Rondon em Juruti
Foto: Izabel Liviski


A equipe da UFPR, ao lado dos servidores que atuam na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura
Foto: Izabel Liviski

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Fonte: Fernando César Oliveira

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