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COP 15 – Artigo de 14 de dezembro de 2009

16 dezembro, 2009
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Após uma semana de evento as pessoas demonstram certa ansiedade em ver assimiladas e concretizadas pelas Cúpulas de Governo que chegam esta semana as propostas discutidas e elaboradas pelos cientistas e pelas ONGs na semana passada. As forças são direcionadas para temas como REDD e financiamento para projetos para combate de mudanças climáticas de longo prazo.

Outra sensação que se mostra evidente e da animosidade crescente entre os países do anexo 1, EUA, China e Brasil para que haja uma maior clareza nas definições das metas assumidas por cada uma das partes. A impressão que se tem é a de que alguns países, como a China, vêm polemizando intencionalmente sobre temas periféricos buscando desviar a atenção para questões fundamentais como a definição de metas e de redução de emissões e o aporte financeiro a ser dado pelos países desenvolvidos.

Foi anunciado hoje pela ministra Dilma Russef em entrevista coletiva na COP 15 um grande acordo com duas empresas: A Braskem e a Novozymes, que anunciaram uma parceria em pesquisa para desenvolvimento de polipropileno (PP) feito a partir da celulose do bagaço da cana de açúcar. A Braskem foi a primeira empresa no mundo a produzir e a certificar o polipropileno de fonte 100% renovável em base experimental e a parceria com a Novozymes vai impulsionar o desenvolvimento desta tecnologia.

A parceria entre as duas empresas visa a desenvolver uma alternativa verde, baseada na tecnologia de fermentação da Novozymes e na expertise da Braskem em processos químicos e termoplásticos. Os resultados iniciais são esperados em prazo mínimo de cinco anos.

O polipropileno é a segunda resina termoplástica mais utilizada do mundo, com um consumo global de 44 milhões de toneladas em 2008. O mercado é estimado em US$ 66 bilhões, com um crescimento anual de 4%. É um plástico utilizado em produtos como recipientes para alimentos, canudos, garrafas e até componentes de máquinas de lavar e geladeira, mobiliário e pára-choques de carros, sendo, usualmente derivado do petróleo.

Fonte: Paulo de Tarso de Lara Pires

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