Projetos de iniciação científica, como o do Laboratório de Abelhas da UFPR, ajudam estudantes e conhecerem melhor carreiras possíveis e a desenvolverem habilidades
A abelha da espécie Habralictus obscuratus tem o seu corpo de cerca de seis milímetros quase todo preto — a exceção são as asas transparentes nas quais se enxergam, ao microscópio, finas veias escuras. São as abelhas preferidas de Júlia Alberti de Liz, a estudante de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que primeiro descreveu a espécie, junto com três outras, em artigo publicado no periódico European Journal of Taxonomy.
Quem descobre a espécie também pode batizá-la e, no Laboratório de Abelhas (Labe) da UFPR, onde Júlia faz iniciação cientifica, ninguém se surpreendeu que tenha escolhido destacar no nome científico o tom escuro das H. obscuratus. Na época em que havia mais de uma estudante chamada Júlia no laboratório, o jeito de os pesquisadores diferenciá-las foi chamar Júlia de Liz de “Júlia de preto”, por estar sempre vestida com essa cor.
A identificação da estudante com a espécie de abelha que descreveu é um bastidor curioso, mas também simbólico de como a iniciação científica ajuda estudantes de graduação a desenvolver paixão pela ciência, além de ferramentas profissionais que também funcionam fora do meio acadêmico.
“Quando você entra na iniciação científica, consegue ter uma experiência mais profissional no sentido de criar um repertório próprio, desenvolver habilidades individuais ao ponto de conseguir manejar o seu próprio trabalho na pesquisa”, disse Júlia de Liz à Ciência UFPR.
“São muitas horas que você fica sentada olhando vários bichos pela lupa e tentando entender realmente quais são os limites entre as espécies. Porque espécies também são hipóteses, né?”, explica.
Leia a matéria completa, com galeria de fotos, no site da Ciência UFPR
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