“Nós entendemos que a universidade tem o seu viés acadêmico, tem uma missão de produzir conhecimento, e a partir do momento que nós produzimos conhecimento, temos que ter uma política de equidade, onde fazemos conexão com a extensão, a pesquisa e o ensino. Essas três áreas básicas, esses três pilares da universidade têm que estar integrados para que a possa crescer dentro de sua missão”, expõe.
RECURSOS – Cid propõe que grande parte dos recursos do orçamento da UFPR volte às salas de aula – lembra que dos 600 milhões de orçamento da UFPR somam aproximadamente 93 milhões de reais as verbas para custeio e administração – que sejam aplicados dentro do ensino, da pesquisa, da extensão. Ele também quer uma política mais agressiva em relação a captação de recursos em órgãos de fomento como o CNPQ e a FINEP. Propõe que dentro da Pró-Reitoria de Pesquisa, existam grupos técnicos que orientem os pesquisadores como elaborar melhor os seus projetos.
REUNI – Se eleito, o professor pretende rever o acordo sobre o REUNI. “Precisamos antes arrumar a casa, deveríamos ter pego essa verba do REUNI e ter primeiro criado estrutura, contratatado professores, ter os cursos todos devidamente regulamentados e regularizados pelo Conselho de Ensino e Pesquisa, depois aberto o edital. A administração fez totalmente ao contrário, já criou cursos, o edital do vestibular está ai quando não temos licitações feitas, não temos estrutura, professores contratatados, não sabemos exatamente onde estão esses recursos e quantos são para que a universidade possa de fato atender com qualidade esses estudantes”, comenta.
RECURSOS HUMANOS – Na área de recursos humanos, Cid apresenta em seu projeto a criação de uma Escola para o pessoal técnico-administrativo, em que os técnicos possam trabalhar e aprender dentro do que fazem no dia-a-dia. Para o pessoal de nível superior, o candidato comenta que a UFPR tem 52 programas de pós-graduação, que poderão dar oportunidade para que os técnicos tenham oportunidade para fazer Mestrado e Doutorado.
PRÉDIO DA RFFSA – Cid diz que o prédio da antiga RFFSA cedido à UFPR é uma área muito grande e deve ser aproveitada para o ensino. “Temos hoje uma deficiência, alguns setores estão extremamente comprimidos, eles não têm mais espaço, o politécnico está no seu limite. Temos que reestudar o plano diretor e ver exatamente como vamos crescer”.
HOSPITAL DE CLÍNICAS – Sobre o acordo entre o Ministério do Trabalho e a FUNPAR que envolve o contrato de trabalho de 1100 funcionários do HC e que termina em 2010, o candidato disse existir um alarde desnecessário. “Nós queremos dar tranqüilidade a essas pessoas porque, caso esse acordo não seja cumprido, quem vai ser a acionado é a UFPR, não é o indivíduo. E aí é a universidade vai ter que se defender nesses processos jurídicos e isso leva tempo”, diz. No caso da abertura de vagas para concurso público, Cid garante que a UFPR promoverá concurso de forma a aproveitar a experiência dos funcionários, com provas práticas, título, dos quais o tempo de serviço seja contato. Lembrou que experiência semelhante foi feita na UFPR há 30 anos quando o pessoal Celetista passou a Estatutário.
HOSPITAL-ESCOLA – o professor defende o retorno do HC à missão para o qual foi criado, que é de Hospital-Escola. “Hoje o nosso hospital é 100% SUS só que não temos atendimento primário e secundário”, diz. Para ele, a forma como o HC está sendo administrado hoje está totalmente distanciada do que se fazia antes, que era ensino. O professor entende que, antes da universidade pensar na forma como o hospital vai ser administrado, é necessário ver qual vai ser o modelo de gerência, os meios para que o hospital retome a sua antiga missão.
COMUNIDADE EXTERNA – Para Cid a responsabilidade que a instituição tem com a sociedade é a missão de formar bons profissionais, cidadãos que devem fazer a diferença lá fora. “A cada formatura nós entregamos para a sociedade o fruto daquilo que ela nos depositou. A Universidade tem responsabilidade direta com a sociedade, com seus projetos, com a sua forma de agir, mas também deve ser uma forma de troca, nós podemos levar conhecimento e nós também adquirimos conhecimento através dela”, enfatiza.
COMUNICAÇÃO – O professor comenta que será preciso recuperar, refazer e implementar uma comunicação interna que divulgue editais de pesquisa, que estimule a comunidade a participar mais de projetos, citando como exemplo o Projeto Rondon que neste ano contou apenas com uma equipe da UFPR. Avalia que a instituição tem grandes projetos e um potencial que é mal aproveitado por falta de divulgação. Ele promete reunir os jornalistas que hoje trabalham em várias unidades da UFPR e trabalhar a política de comunicação, prioritariamente a interna.
BORBULHAR DE IDÉIAS – O candidato, ao ser perguntado sobre o que manteria ou não da atual gestão, informou que projetos como o PROVAR e outros têm que ser revistos, ao mesmo tempo em que existe também uma responsabilidade da instituição dar conta de outras ações que não podem ser cortadas e parar, caso do edital do Vestibular que tem que ser cumprido. “O que tem que ser mudado de fato é a conversa, o diálogo entre a administração e a comunidade. Isso é uma coisa que não ocorreu nos últimos seis anos, e é fundamental que ocorra para que a universidade cresça, a universidade vive de um borbulhar de idéias”, defende, salientando que a comunidade universitária é composta por pessoas diferentes e a universidade cresce a partir da discussão dessas diferenças.
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