A Universidade Federal do Paraná (UFPR) , por meio do curso de Medicina Veterinária, participa de ações em parceria com o Governo Federal voltadas ao registro e cuidado de cães e gatos em todo o país. A iniciativa está alinhada ao Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), ferramenta pública, gratuita e digital que integra o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas).
A parceria foi firmada com o Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, dentro das ações do programa “Governo do Brasil na Rua”, iniciativa da Secretaria-Geral da Presidência da República que busca ampliar o acesso da população a serviços públicos e fortalecer a escuta ativa das demandas locais.
Coordenado pela professora Rita de Cassia Maria Garcia, da Medicina Veterinária da UFPR, o projeto ocorre ao longo do primeiro semestre de 2026, com ações realizadas em ruas, praças, escolas e comunidades de diferentes regiões do país.
Até o momento, as atividades já passaram por diversas capitais brasileiras, como Macapá, Campo Grande, Goiânia, Vitória, Teresina, Natal e Rio de Janeiro.



Ao todo, já foram realizados 1.028 atendimentos, incluindo microchipagem e vacinação antirrábica de cães e gatos. Desse total, 727 animais foram microchipados.

De acordo com a professora Rita Garcia, o projeto já apresenta resultados expressivos em diferentes regiões:
“A parceria com o Ministério do Meio Ambiente permitiu o desenvolvimento da microchipagem de cães e gatos com a emissão das carteirinhas de identificação, que reúnem foto e dados completos dos animais. Estamos realizando eventos em todas as regiões do Brasil, com campanhas educativas sobre a importância do registro.”
Estudantes da UFPR também participam das ações, contribuindo para a formação acadêmica e o desenvolvimento de práticas extensionistas.
“Os alunos participam das ações na região metropolitana de Curitiba e, em outros estados, envolvemos estudantes de pós-graduação, que ajudam a coordenar as atividades e a conscientizar a população.”
Durante os eventos, as ações vão além da identificação dos animais. As equipes também articulam parcerias com prefeituras locais para ampliar os serviços oferecidos à população.
“Durante os eventos, convidamos as prefeituras para participarem com serviços como vacinação. A castração faz parte de uma próxima etapa da parceria com o Ministério do Meio Ambiente, com previsão de ampliação dessas ações em todo o país.”
Segundo Rosângela Gebara, médica veterinária e coordenadora local da Comissão de Medicina Veterinária do Coletivo da UFPR, o processo de registro é simples e acessível:
“As pessoas chegam ao evento e são orientadas a fazer o cadastro do animal no site do SinPatinhas, utilizando o login do Gov.br. Pelo próprio celular, elas inserem informações como nome do animal, sexo, idade, se é castrado, além dos dados do tutor. Após esse registro, o animal passa por avaliação e, estando tudo certo, é feita a implantação do microchip.”
Ela explica que o procedimento é seguro e essencial para a identificação dos animais:
“O microchip é um dispositivo eletrônico do tamanho de um grão de arroz, implantado sob a pele na região da nuca. Ele não causa dor e permanece no animal por toda a vida. Em casos de perda, roubo ou maus-tratos, é possível identificar o tutor por meio de um leitor.”


Rosângela também reforça que o registro pode ser feito mesmo sem a microchipagem: “O registro é gratuito e pode ser feito de casa, pelo celular ou computador. Depois, a microchipagem pode ser realizada em clínicas veterinárias ou em ações como essas, que também contam com apoio de prefeituras e, em alguns casos, vacinação antirrábica.”

Para garantir a segurança dos animais, existem critérios específicos para a realização da microchipagem:
Podem participar:
Não são elegíveis:
Para saber mais sobre o projeto SinPatinhas, clique aqui
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