Um documentário recém-lançado evidencia a pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação: Teoria e Prática de Ensino do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O projeto “Caminhos das Ferrovias, Natureza e Cultura” foi analisado na dissertação de Gabriela Loureiro Martins Ricetto, sob orientação da professora Marília Andrade Torales Campos, e articula de forma inovadora a Educação Ambiental e a Educação Patrimonial, tanto no aprofundamento teórico quanto nas escolhas metodológicas.
A proposta contou com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/PR) e foi desenvolvida na Escola Luiza Ross, no bairro Boqueirão, em Curitiba. Os resultados demonstram que a valorização da história e da cultura locais fortalece a consciência crítica e contribui para a formação de uma cidadania ativa, capaz de construir alternativas de transformação social. Nesse sentido, a pesquisa reafirma o papel social da universidade.
“As pesquisas desenvolvidas nas universidades federais intrinsecamente possuem um compromisso de contribuir para o avanço do campo científico, produzindo novos conhecimentos a partir da articulação entre teoria e empiria”, destaca a professora Marília Torales Campos, do setor de Educação da UFPR.
Especialmente na área da Educação, esse compromisso assume contornos ainda mais significativos, pois, segundo a professora Marília, “implica, de modo particular, a responsabilidade de fomentar processos de transformação social por meio da formação de uma cidadania mais crítica e consciente de sua realidade”. Reconhecer e valorizar experiências que emergem do diálogo entre universidade e escola, portanto, significa atribuir relevância a um modelo de produção científica que ultrapassa os limites institucionais, incorporando novos sujeitos, saberes e parcerias na compreensão da realidade social.
O documentário “Educação: território para a cidadania” é uma realização do Ministério da Cultura, do Instituto Sivis e da Sagre, com produção da Tear Filmes, e patrocínio via Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais. A obra apresenta histórias reais de educadores que reinventam o ato de ensinar em escolas públicas brasileiras.
Entre os destaques estão Ana Paula Teixeira, professora de Geografia em Niterói (RJ), que aproximou os estudantes do patrimônio cultural de sua cidade, Luiz Weymilawa Suruí, professor indígena do povo Paiter Suruí, em Cacoal (RO), que utilizou tecnologias digitais para registrar a memória ancestral de sua comunidade, e Gabriela Ricetto, de Curitiba (PR), cuja experiência íntegra cultura, território, Educação Ambiental e Educação Patrimonial na formação de jovens de uma escola pública. No caso da experiência desenvolvida no Paraná, evidencia-se o papel da universidade como elemento potencializador, uma vez que, “a partir de uma pesquisa realizada no âmbito do mestrado, foi possível sistematizar, analisar e produzir novos conhecimentos a partir da prática vivenciada no contexto escolar”, pontua Marília.

Esse reconhecimento à pesquisa desenvolvida no Centro de Educação Ambiental e Preservação do Patrimônio da UFPR (CEAPP – UFPR/IPHAN) valoriza o trabalho construído a partir do convênio firmado entre a UFPR e o IPHAN, em 2019. A articulação entre Educação Ambiental e Educação Patrimonial reafirma-se como um campo potente para a produção de novos conhecimentos e para o enfrentamento da crise socioambiental que desafia a sociedade contemporânea.
Para assistir ao documentário, clique aqui.
Com informações do Setor de Educação
Foto de destaque: Freepik
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