Especialistas do Hospital de Clínicas da UFPR apontam fatores de risco na prematuridade e defendem políticas públicas para ampliar o atendimento a crianças com seletividade alimentar
Pesquisadores do Ambulatório de Dificuldades Alimentares da Criança (Ada), do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), realizaram um estudo para identificar a prevalência de dificuldades alimentares em crianças nascidas prematuras e analisar fatores que contribuem para o problema. Liderado pelo pediatra Cícero Alaor Kluppel, o trabalho amplia a compreensão sobre o impacto da prematuridade na alimentação e reforça a necessidade de atenção por parte de famílias, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas.
A pesquisa, publicada no periódico Communication Disorders, Audiology and Swallowing (CoDAS), da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, revelou que mais de 11% das crianças avaliadas, com idades entre seis meses e seis anos, apresentaram dificuldades alimentares, principalmente as que nasceram pequenas para a idade gestacional. O estudo também marca a primeira aplicação da Escala Brasileira de Alimentação Infantil (Ebai) em crianças brasileiras prematuras, instrumento de triagem que avalia aspectos como motricidade orofacial, sensório-oral, apetite, preocupações maternas, comportamento da criança nas refeições, estratégias parentais e reações familiares.
“Crianças nascidas prematuras são mais suscetíveis a problemas como imaturidade de órgãos e sistemas; complicações neurológicas; dificuldades para mamar; doenças cardíacas, pulmonares e gastrointestinais; e déficits no processamento sensorial, ou seja, na forma como lidam com estímulos visuais, táteis, gustativos, olfativos e proprioceptivos”, explica Kluppel.
Segundo o pesquisador, fatores como uso prolongado de suporte ventilatório e fototerapia apresentaram relação direta com limitações nas habilidades motoras e sensoriais orais, além de prejuízos nas relações psicossociais, inclusive no vínculo com a mãe.
Leia a matéria completa, com infográfico, no site da Ciência UFPR
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