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UFPR é a quinta universidade do país em número de pedidos de patentes

17 agosto, 2011
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Um estudo publicado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) no início deste mês aponta a Universidade Federal do Paraná como a 5ª universidade do Brasil em número de pedidos de patentes, a melhor posição entre as universidades paranaenses. Na lista geral, que inclui empresas e pessoas físicas, a UFPR encontra-se na 12ª colocação. De acordo com a lista, a universidade possui 63 pedidos de patente no período entre 2004 e 2008.

Um dos primeiros passos para que a universidade alcançasse esse lugar hoje, foi dado em 2003. Em maio daquele ano, foi aprovada uma resolução que passou a regulamentar a proteção de direitos relativos à Propriedade Industrial e Intelectual no âmbito da UFPR. Entre outros pontos, a resolução já definia as partes de lucro dos possíveis royalties divididas entre as empresas, a universidade e os pesquisadores/inventores. Esta resolução surgiu mais de um ano antes da Lei da Inovação ser sancionada, em dezembro de 2004.

O pesquisador Carlos Ricardo Soccol, professor titular do Departamento Engenharia de

Bioprocessos e Biotecnologia, é um dos grandes responsáveis pela boa posição da UFPR no ranking nacional. Com mais de 25 pedidos de patentes registrados, ele acredita que o resultado mais importante desta colocação é a possibilidades da transferência desses conhecimentos gerados na UFPR à sociedade através de novos processos e produtos.

‘O número de patentes depositados por um país é um importante parâmetro para medir seu grau de desenvolvimento científico, tecnológico e principalmente por sua capacidade de inovar’, explica o professor. Os novos processos e produtos desenvolvidos pelo Professor Soccol e patenteados pela UFPR são das mais variadas áreas, que incluem o setor agrícola, produção e processamento de alimentos, cosmetológico, meio ambiente e de bioenergia.

O repasse das patentes para a sociedade é realizado quando as instituições de pesquisa desenvolvem parcerias com empresas interessadas em tirar as invenções dos laboratórios. O contato entre essas duas partes é feito através da Agência de Inovação e Tecnologia da UFPR. Regulamentada em 2008, a agência contava até 2010 com 117 pedidos de patentes no INPI. ‘A Agência faz o meio de campo entre as empresas e os pesquisadores e inventores ─ desde a redação do pedido até a assinatura do contrato’, explica o professor Dr. Sérgio Scheer, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e diretor da Agência de Inovação e Tecnologia da UFPR. ‘Nós temos atualmente sete contratos de transferência de tecnologias com empresas e outros cinco em tramitação’, esclarece.

A UFPR possui patentes de áreas distintas do conhecimento. Entre os destaques estão os setores de Química, Física e Engenharia Mecânica. ‘Essas áreas, porém, são bastante abrangentes. Um invento registrado na área de química, por exemplo, pode ser útil para a construção civil’, explica o pró-reitor.

Foto(s) relacionada(s):


O pesquisador Carlos Ricardo Soccol (dir.) no Laboratório de Biotecnologia: 25 pedidos de patentes
Foto: Izabel Liviski / Arquivo UFPR

Fonte: Bruno Zermiani, com orientação de Ana Paula Moraes

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