Imagem Padrão

Música como linguagem que une países

16 julho, 2010
00:00
Por

Nascido na Alemanha em 1957 e casado com uma brasileira, Dietmar Wiedmann começou os estudos com trombone com Paul Schreckenberger na universidade de Mannhein. Especializou-se em regência de bandas sinfônicas na Universidade de Calgary, no Canadá. É maestro e professor na Escola de Música da Comarca SÜW, na Alemanha. Em janeiro de 2009 e 2010, participou do elenco de professores do Festival de Música de Santa Catarina, em Jaraguá do Sul. Veja abaixo a entrevista concedida durante o Festival de Inverno de 2010

Portal UFPR: Como você aprendeu a falar português tão bem?

Dietmar Wiedmann: Morei em Belo Horizonte por seis anos, de 1978 a 1984. Faz 20 anos que eu voltei para a Alemanha, agora eu voltei aqui a passeio, vou passar uma temporada em Minas Gerais, fui no Femusc (Festival de Música de Santa Catarina) e agora estou aqui. Saio do Brasil só em agosto.

Portal: Como são as escolas de música na Alemanha?

Dietmar: Lá está saturado e as músicas já são conhecidas demais. Aqui o repertório é novo, deixa o aluno curioso, com fome de conhecer. O sistema da escola é muito bom, nunca vi ser tão bom quanto aqui, nem na Europa. Os instrumentos lá são melhores, os daqui são inferiores, mas o esforço dos alunos é muito maior. Se aqui os instrumentos fossem superiores ajudaria bastante, mas importa mais o esforço do aluno mesmo.

Portal: Como é dar essa oficina?

Dietmar: É a segunda vez que eu venho, e do ano passado para este a evolução foi imensa, tinha uns alunos que estavam sofrendo para acompanhar e hoje estão muito melhores. A maioria dos alunos é da mesma turma do ano passado, mas tem uns novatos também. O nível está muito bom. A escola aqui é muito boa, o aluno tem que estudar a teoria e a prática e não tem tempo pra ficar na rua sem fazer nada.

Portal: Como vai ser a apresentação de encerramento da oficina?

Dietmar: Vai ser um concerto lindo. A música é linda, é do livro do Senhor dos Anéis, mas só um trecho, porque a sinfonia tem mais ou menos meia hora. O programa é bem diversificado e a maioria das músicas foi escrita por pessoas que tocam em banda e foram feitas para ser tocadas em bandas. Quase todas as músicas são originais, só uma é uma adaptação. As músicas do concerto são inéditas, não tem em outras bandas daqui. Vale a pena conferir.

Fonte: Juliana Blume

Sugestões

03 setembro, 2026

Por Rebecca Junger, sob supervisão A partir das 18h da próxima quinta-feira (10), o Museu de Arte da […]

01 setembro, 2026

Ação busca popularizar o ensino das línguas clássicas; aulas presenciais acontecem na Reitoria  O projeto de extensão Omnibus: letras […]

01 setembro, 2026

O Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Paraná (PPGPSI-UFPR) está buscando voluntários para participar de […]

31 agosto, 2026

Formação on-line aborda Mata Atlântica, oceano e biodiversidade e oferece materiais pedagógicos para uso em sala de aula  […]