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UFPR chega à 100ª patente requerida no INPI

29 junho, 2010
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A centésima patente depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) é do professor Fernando Wypych, do Departamento de Química. A equipe dele, formada por professores, técnicos e alunos, é responsável por 20% das patentes requeridas pela agência.

Há dois anos em funcionamento, a agência, instituída pela resolução 16/08 do Conselho de Planejamento e Administração (Coplad), é considerada um marco histórico dentro da universidade, que completará 100 anos em 2012. Através da agência, é possível proteger o conhecimento desenvolvido dentro da UFPR.

Atualmente, a Agência é formada por três coordenações: de Propriedade Intelectual, de Transferência de Tecnologia e de Incubadoras de Base Tecnológicas. Para a professora Edmeire Cristina Pereira, coordenadora de Propriedade Intelectual, a agência caminha para fazer a produção acadêmica ser transferida para a sociedade como um todo, e não apenas a acadêmica.

‘As cem patentes alcançadas representam um forte indicador de produção científico-tecnológica e social em prol do desenvolvimento do Brasil’, diz a professora.

Algumas das patentes requeridas por pesquisadores da UFPR estão em processo de transferência de tecnologia, para empresas que tenham interesse na comercialização, inclusive uma do professor Fernando Wypych, que desenvolveu um tipo de fertilizante ‘limpo’ para a agricultura, sem prejudicar a produção.

A parceria com empresas é fundamental para fazer o conhecimento produzido na academia chegar à sociedade. Para os professores Aguinaldo dos Santos e Kleber Puschaski, coordenadores de Transferência de Tecnologia, as demandas sociais, ambientais e econômicas da sociedade precisam da contribuição efetiva da Universidade.

‘Obviamente o processo de transferência não é simples, pois a instituição não tem como propósito somente a pesquisa, mas tem em igual ênfase o ensino e a extensão. Isso nem sempre é compatível com as expectativas de prazos do empresariado’, diz o professor Aguinaldo. ‘Mas a Agência a contribui também com os pesquisadores, se oferecendo como um elo apoiador daqueles interessados em transformar sua invenção em efetiva inovação. Ists é, em novos produtos ou serviços aplicados no mercado’, continua ele.

Foto(s) relacionada(s):


Os laboratórios do Departamento de Química são responsáveis por 20% das patentes da Agência.
Foto: Leonardo Bettinelli

Fonte: Sandoval Matheus (estagiário), sob orientação de Fernando César Oliveira

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