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Política de extensão é tema de discussão na UFPR

16 junho, 2009
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Professores, pesquisadores e servidores técnicos que trabalham com a extensão foram convidados a repensar e a refletir sobre o que a universidade já construiu a esse respeito e o que esperam da política de extensão para os próximos anos. O seminário, organizado pela Coordenadoria de Extensão da Proec, teve como palestrante o professor Fernando Meirelles, da Universidade Federal do Rio Grande Sul, que durante vários anos atuou na gestão da extensão e também esteve à frente do Fórum de pró-reitores de Extensão das Universidades Federais. Seu recado inicial: a extensão tem que ser intencional, geradora de conhecimento e não pode ser subproduto das outras áreas como o ensino e a pesquisa.

O evento teve abertura pela manhã, com as presenças do reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho e do vice-reitor Rogério Mulinari. Eles salientaram a importância das atividades extensionistas, nos resultados esperados de interação que a extensão pode produzir com ações concretas que beneficiem a sociedade. O reitor colocou a gestão a disposição das pessoas que “querem fazer”: “Temos os melhores professores, técnicos e estudantes de longe e precisamos que esse potencial fique à disposição da sociedade”, disse o reitor, ao salientar que uma pauta da extensão deve ser criada a partir do esforço de uma construção coletiva.

Essa construção coletiva foi a tônica da fala do coordenador José Manoel Gândara. Segundo disse, conduziu ampla discussão com os setores internos da Proec e identificaram a necessidade de ampliar a discussão para todos os Setores da UFPR. São discussões que levam em conta desde necessidades como alterações de projetos, concessão de bolsas, programas e projetos, até o sistema de avaliação e a própria política institucional. “No segundo semestre a discussão será aberta com os estudantes”, adiantou Gândara, comentando da importância da participação discente no processo. Ele falou ainda da importância do trabalho conjunto com as áreas do ensino e da pesquisa e da questão das bolsas: “Tão importante quanto à quantidade é a qualidade”, expôs.

A professora Marlene Walflor, gerente de Programas e Projetos de Extensão da Coordenadoria, informou que hoje somam aproximadamente 220 os programas e projetos de extensão na universidade. São 20 grandes programas que englobam desde os eventos, cursos, projetos e ações demandadas pela comunidade. Ela espera que o seminário traga novos caminhos para aumentar a participação dos extensionistas: “Estamos limitados a 320 bolsas de extensão apenas para um universo de cerca de 15 mil alunos, é pouco”, disse. Ela espera também que a nova política a ser estabelecida traga programas mais abrangentes com as políticas públicas e o direcionamento da extensão com a visão na formação acadêmica.

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Evento debate rumos da extensão universitária
Foto: Leonardo Bettinelli

Fonte: Leticia Hoshiguti

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