Em funcionamento desde 2010, o Biobanco de Dentes Humanos do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Paraná (BDH-UFPR) já catalogou e armazenou 13.855 dentes que têm sido utilizados em atividades de pesquisa, ensino e extensão. O banco é responsável pelo recebimento, processamento, catalogação, armazenamento e empréstimo desses órgãos e, por meio de um programa de extensão, realiza a troca de experiência entre alunos e ações de conscientização sobre o tema.
Um dos projetos abrangidos pelo Biobanco tem o objetivo de organizar a arrecadação dos dentes extraídos, que também são diferenciados entre rastreáveis e não rastreáveis. O material é doado voluntariamente a partir de extração dentária em Unidades de Saúde, Clínicas e Consultórios Odontológicos e Cursos de Odontologia. Todos os doadores assinam termos de consentimento e de doação.
Os dentes rastreáveis são obtidos nas diferentes clínicas de atendimento do curso de Odontologia da UFPR e acondicionados em soluções conservantes em recipientes individuais, devidamente codificados para identificação do BDH-UFPR. Estes dentes ficam à disposição para pesquisa quando é necessário identificar informações do doador. Os não rastreáveis são provenientes das demais doações e ficam disponíveis para o empréstimo tanto para o ensino quanto para a pesquisa.
Além da utilização destes órgãos nas aulas laboratoriais em disciplinas do curso, são realizadas oficinas para aprimorar a habilidade manual dos alunos. Nelas, realiza-se a remoção de lesões de cárie, cálculos e restaurações de resina composta e amálgama, tratamentos endodônticos e preparos protéticos em dentes naturais. A participação nessas oficinas acontece desde o início da vida acadêmica.
Conscientização
O Biobanco costuma desenvolver campanhas de conscientização para a comunidade científica e leiga, enfatizando a importância da doação espontânea de dentes extraídos por indicação profissional. “Também visitamos escolas para captar dentes decíduos, popularmente conhecidos como dentes de leite”, explica a coordenadora Yasmine Mendes Pupo.
Para a estudante Vitória Piovezan Cavalaro, o contato com as crianças na escola proporcionou mais experiência com o manejo delas. “Além disso, é possível observar que a população em geral não está bem informada sobre a existência de um biobanco na universidade e da importância da doação dos dentes. Após as palestras realizadas pelo projeto, foi possível perceber um grande interesse pelo assunto”. Ela acredita que as informações obtidas sobre células tronco, esfoliação e armazenagem de dentes decíduos, cronologia dentária, dieta e higiene bucal na infância são fundamentais para a carreira profissional.
Doações
Um estudo transversal observacional, realizado em 2018, aponta que, no período de junho de 2010 a setembro de 2018, foram catalogados e armazenados 13.855 dentes, sendo 57% provenientes de doadores do gênero feminino e 43% do gênero masculino, com idade média de 33 anos. Em 2010, houve grande doação de dentes não-rastreáveis, oriundos principalmente do corpo docente. A partir de 2013, foram coletados e armazenados os dentes rastreáveis, cujo protocolo de armazenagem é diferenciado, pois destinam-se principalmente para pesquisas. E em 2017, houve um grande aporte de dentes em virtude de parcerias firmadas com Unidades Básicas de Saúde de Curitiba e região metropolitana.
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